1994 - A COPA QUE COLOCOU DUAS TRICAMPEÃS NA FINAL - 4 VEZES BRASIL

Foi a primeira vez, em 64 anos de histórias, quelo uma Copa do Mundo foi decidida nas penalidades. E foi na final que reuniu as duas seleções com maior número de títulos mundiais. Brasil e Itália entraram em campo como tricampeões. Mas só o Brasil saiu do Estádio Rose Bowl, em Pasadena, como tetracampeão. O quarto título veio depois de 24 anos de espera e mais de 120 minutos de tempo normal e conversas, prorrogação e penalidades máximas. Bebeto nem precisou fazer esforço nas penalidades... O italiano Roberto Baggio tratou de isolar a quinta cobrança italiana e a disputa termina com a vitória do Brasil por 3x2 sobre a Itália.
Comandada por Carlos Alberto Parreira, depois da demissão do novato Paulo Roberto Falcão, que terminou a Copa América de 1991 em segundo lugar, a Seleção do Brasil desta Copa foi a primeira na história do futebol a não ter vergonha de se submeter a um esquema tático cuidadoso, sem cair na tentação de dar espetáculo, como na Copa do Mundo de 1982, na Espanha. Tanto que o esquema de Parreira teve como figura-símbolo o jogador Zinho, apelidado de "Enceradeira", por girar com a bola de um lado para o outro, com pouca agressividade. Parreira queria que a equipe tivesse o maior domínio de bola possível para dar o bote no momento certo.
O bote acabou ficando para a disputa de penalidades. Na primeira cobrança, Franco Baresi colocou a bola longe. O alívio durou muito pouco. Márcio Santos bateu e Pagliuca defendeu... Albertini fez 1x0 para a Itália e Romário fez 1x 1 para o Brasil. Empate nas duas cobranças para cada time... Terceira cobrança de cada lado: Albertini faz 2x1 e Branco empata em 2x2... Quarta cobrança: Massaro chuta no canto à meia altura e lá estava o paredão brasileiro Taffarel para defender. Apesar de ter escorregado levemente, Dunga fez o gol e o Brasil passa a frente no placar: 3x2. Roberto Baggio, na quinta e última cobrança chuta nas nuvens, o que poderia empatar, mas fica neste resultado, pois não tem necessidade de Bebeto cobrar a última cobrança de penalidade. Os jogadores pulam, se abraçam, vibram. O Brasil é TETRA. É o campeão do século. É outra vez o melhor futebol do mundo.

PLANTEL PARA 2014

Com o início de mais uma temporada, estamos com o plantel pronto para disputarmos a temporada completa e segura. Estamos com cinco times, com um total de 65 'jogadores' e 5 goleiros. Sendo que esses cinco times são assim distribuídos: F. C. Porto (12 'jogadores'); Grêmio FBPA (21 'jogadores'); Duque de Caxias F. C. (11 'jogadores'); C. R. Vasco da Gama (11 'jogadores'); e Higienópolis FM (10 'jogadores'). Os dois principais times serão o F. C. Porto e o Duque de Caxias F. C. Segue abaixo o plantel com os nomes dos craques:
Goleiros: 13-Mazarópi; 24-Serginho; 25-Zetti; 27-Mauro.

F. C. Porto: 2-Bosingwa; 3-Pepe; 4-Ricardo Carvalho; 5-Lucho Gonzáles; 6-Paulo Ferreira; 7-R. Quaresma; 8-Raúl Meireles; 9-Jardel; 10-Madjer; 12-Hulk; 17-Hélder Postiga; 20-Deco.


Duque de Caxias F. C.: 2-Josimar; 3-Hamilton; 4-Ferreira; 5-Gilvan; 6-Guilherme; 7-Tiago; 8-Chiquinho; 9-Alexsandro; 10-Paulo Roberto; 11-Marcelinho Paraíba; 12-Andrezinho.


Grêmio FBPA: 2-P. Roberto; 3-H. de León; 4-M. Galvão; 5-Dinho; 6-Roger; 7-Renato Gaúcho; 8-Osvaldo; 9-Jardel; 10-R. Gaúcho; 11-Tita; 12-Tinga; 14-Arce; 15-P. Bonamigo; 16-Batista; 17-China; 18-Zinho; 19-P. Nunes; 20-C. Miguel; 21-Tarciso; 22-Adilson Batista; 23-Rivarola.


C. R. Vasco da Gama: 2-L. C. Winck; 3-R. Rocha; 4-M. Galvão; 5-Luizinho; 6-Felipe; 7-Bebeto; 8-Juninho; 9-R. Dinamite; 10-Edmundo; 11-Romário; 17-Zanata.


Higienópolis F. M.: 2-Paulo Miranda; 3-Rogério; 4-Titi; 5-Rodrigo Souto; 6-Fernandinho; 8-Renan; 9-Luiz Fabiano; 16-Zé Roberto; 17-Bolatti; 21-Andrezinho.

Acima estão relacionados os 65 'jogadores-craques' do plantel que defenderão o Higenópolis F. M., em 2014.

ORIGENS PORTUGUESAS COM CERTEZA TAMBÉM NO FUTEBOL DE MESA

Olá amigos. Está estampado em minha face que minhas origens são poruguesas, com certeza. Está certo que tenho uma porcentagem mínima de meus antecedentes italianos e, por essa pequena parcela de italiano, é que vocês me conhecem mais pelo meu sobrenome em que me chamam, Lauria. Mas o sangue prtuguês corre em minhas veias. E a origem portuguesa com certeza chegou também ao futebol de mesa. Pode conferir em minha trajetória, joguei pela A. A. Portuguesa (RJ) e pelo C. R. Vasco da Gama. Atualmente jogo no River F. Clube, um clube forte no futebol de mesa, na modalidade dadinho. Tenho em meu plantel os times de origem portuguesa para qual eu torço (F. C. Porto e C. R. Vasco da Gama). Porém, o Vasco está em ajustes finais.
Ainda farei mais dois times para completar os que eu tenho bastante apreço e também para fechar o meu plantel. Estes times são: Seleção de Portugal e A. A. Portugesa (RJ), mas isso ainda irá demorar, pois tem de ser planejado. O meu time do F. C. Porto virou o time principal da equipe do Higienópolis F. M., pois foi feito sob encomenda e nas medidas certas para meu tipo de jogo. Apesar de que a estréia do elenco não foi das melhores. Sabemos que o foco é a última etapa do Estadual Individual, por isso treinamos forte e concentramos mais e o F. C. Porto terá esta missão de encerrar a temporada e tentar uma posição melhor. Estamos dispostos a fazer história com estes times que temos no plantel e os que ainda virão. Eu ainda moro em um bairro do subúrbio que é e sempre foi habitado por descendentes de portugueses, inclusive o bairro vizinho de Maria da Graça. Fora meu filho de 03 anos, que segue pelo mesmo caminho e manter o legado da família...

TREINOS

Olá, amigos. Neste mês de outubro, só temos o Campeonato Brasileiro Individual, em Mato Grosso. Como não poderei ir, pois o lado financeiro não me permite. E o que me restou para este mês foram os treinos no River Clube e no CT de Higienópolis para a última etapa do Estadual, no fim de novembro. Vamos focar e buscar uma ótima colocação. O nosso grupo é forte e focado nos objetivos e nas primeiras colocações e o treinamento é frenético.
Vamos lá, a hora é essa! Brilha no céu a Estrela Guia que nos faz caminhar! Que tremam as mesas nos treinos! Dá-lhe HFM...

PLANEJANDO 2014

Bom, vamos já falar de planejamentos, sim. Pois já chegamos perto do fim da temporada, faltam dois meses ainda, e precisamos já traçar as metas para alcançarmos os sucessos pretendidos na próxima temporada. Por que planejar o ano seguinte antes mesmo de acabar os torneios oficiais? Porque ao longo da temporada e da disputa das etapas do Campeonato Estadual variamos nosso estilo de jogo, surgem novos métodos de jogo, surgem novos macetes, descobrimos outros tamanhos de botões e outros tipos de bainha em que nos adaptamos melhor, analisamos como nós mesmos jogamos e procuramos acertar os nossos erros e aperfeiçoar os nossos acertos. E, de repente, também planejamos sobre a filiação em nosso clube atual ou agradecemos a oportunidade e procuramos uma nova casa e nos adaptamos à nova família.
Particularmente, preciso analisar mais os meus erros cometidos, trabalhar mais a parte da concentração e foco no jogo, treinar mais finalizações no CT particular, em Higienópolis, realizar mais amistosos em ritmo de competição. Treinando assim, posso manter o ritmo nas competições oficiais e obter os resultados esperados inclusive enfrentando de igual para igual adversários tecnicamente superiores.
Ainda tenho a última etapa para jogar e finalizar o Campeonato Estadual do Rio de Janeiro 2013 e acredito que eu ainda possa conseguir ao menos o oitavo lugar na categoria (Adulto) e na série (Prata) em que jogo. Mas provavelmente eu permaneça colocado no Ranking entre o 20º e o 30º lugar e não consiga, ainda este ano, subir para a Série Ouro.
E ainda haverá o Campeonato Brasileiro Individual nós próximos dias 26 e 27/10, em Mato Grosso, ao qual não irei disputar devido ao custo elevado. Após a última etapa do Estadual no fim de novembro, reduzirei a carga de amistosos no clube neste ano e passarei a realizar mais treinos no CT de Higienópolis. Em janeiro, voltarei firme para os amistosos no clube e amistosos externos visando a própria temporada de 2014. Certo de que encontrei a família certa e o clube certo. Onde há um grupo unido, forte e coeso em um ambiente em que todo mundo se respeita e procura ajudar um ao outro fazendo com que tenhamos excelentes resultados nas competições.

FALANDO DA TEMPORADA 2013 ATÉ SETEMBRO

Bom, venho escrever mais uma coluna neste ano de 2013 repleto de novidades e voltas... Houve a volta do River F. C. e sua equipe, para as disputas do Campeonato Brasileiro de Equipes e o Campeonato Estadual de Equipes, após a temporada de 2012 licenciado. E depois de 5 anos longe das disputas a nível estadual e nacional voltei a me federar e jogar as competições oficiais.
Participei do Campeonato Brasileiro de Equipes, onde o meu clube chegou honrosamente em 4º lugar e joguei 3 Etapas do Estadual Individual do Rio de Janeiro (na AABB - Tijuca) e mais 2 Copas Interior (a primeira em Cabo Frio e a segunda em Duque de Caxias), faltando a 4ª e última etapa.
Fiquei de março de 2009 até setembro de 2011 sem jogar uma partida sequer e nesse período muita coisa aconteceu em minha vida. Voltei a morar no bairro onde sou nascido e criado, nasceu meu herdeiro - hoje com 03 anos, ensaiei minha volta à A. A. Portuguesa - onde considero ainda como extensão de minha casa - e acabei me filiando ao River F. C. - onde também posso considerar extensão de minha casa.
Usei esse período de setembro de 2011 até dezembro de 2012 como uma 'pré-temporada' e uma 'readaptação', pois foram dois anos sem jogar. Confesso que tive e ainda estou tendo dificuldades nesta 'readaptação' apesar de não ser nenhum craque. E, durante este ano, estou honrando aquele velho ditado de que "treino é treino e jogo é jogo" e eu sou outro nas etapas, me transformo. Só que o certo é jogar os treinos como se fossem jogos de etapas, para que sirvam de parâmetro para continuarmos com o nível e com a coesão dos treinos, nas próprias etapas.
Após estas 3 etapas e as duas Copas Interior, estou na 24ª colocação no ranking da Federação de Futebol de Mesa do Estado do Rio de Janeiro. Há divisão por idade (sub-14, adulto e sênior) e por série (ouro e prata). A cada etapa sobem os quatro primeiros da série prata para a série ouro e descem os quatro últimos da série ouro para a série prata. E há premiações para os oito primeiros colocados em cada série. Ainda não consegui premiação, mas estou tendo resultados surpreendentes. Consegui avançar às oitavas em duas de três etapas e somei pontos importantes nas Copas Interior. Sendo que na primeira etapa ficou um gostinho amargo na boca após ser eliminado nas oitavas, pois tive a certeza de que poderia ir mais longe na classificação. Abri mão de disputar a Copa do Brasil Individual e o Campeonato Brasileiro Individual por serem em cidades distantes e não estarem dentro das possibilidades de meus orçamentos.
Nesta análise nas proximidades do fim do ano, podemos dizer que não foi um ano perdido. Fizemos novas amizades, pegamos mais experiências e ainda participamos de torneios em regras similares à regra em que todos nós começamos a jogar este saudoso hobby/esporte. Voltei a viajar e jogar em outras cidades, consegui refazer meu plantel, tendo peças novas no elenco, me adaptei a mudanças para encarar os adversários de igual para igual e o principal, reencontrei velhos amigos e descobri quem realmente está ao nosso lado e quem posso descartar a amizade e apenas manter como colegas.
Aproveitarei estes dois meses que teremos até a 4ª Etapa e treinarei forte para obter uma colocação bem melhor na etapa e também no ranking. Nos reuniremos internamente no clube e depois deste reunião, decidirei o que farei. Bom, vamos lá que as mesas vão tremer nesses dois meses de treinamento forte. Deixa a Estrela Guia brilhar lá no céu.

PENÚLTIMA ETAPA - QUASE ACABANDO A TEMPORADA

Foi realizada a 3ª Etapa do Estadual - Série Prata, neste sábado, dia 21 de setembro de 2013. E fomos firmes para atingir nossos objetivos. Mais uma etapa equilibradíssima e bem disputada por todos os atletas inscritos, onde todos os grupos ficaram bem embolados e a diferença entre os terceiros e quartos colocados de cada grupo eram poucas. Me classifiquei em 3º lugar no grupo com 1 vitória e 3 empates, junto com meu companheiro de clube Márcio Lopes (2º lugar), só que teve como critério de desempate o número de gols marcados. No geral, fiquei em 15º lugar. O que me fez confrontar nas oitavas-de-final com o 2º lugar geral, o amigo Alexandre Macieira.
As oitavas foram disputadas em dois jogos, com vantagem para o atleta de melhor campanha. No caso do confronto contra o amigo Alexandre Macieira, a vantagem era dele. Mas durante o primeiro jogo, ele ampliou e muito bem a vantagem... Com quatro belos chutes, meu adversário fechou o primeiro tempo com a vantagem de 4x0 e administrou a vantagem no segundo tempo, terminando o primeiro jogo com o placar de Rafael Lauria 0x5 Alexandre Macieira. Fomos para o segundo jogo e eu teria de ganhar por uma diferença de seis gols para me classificar para a próxima fase (quartas-de-final), porém meu adversário joga muito bem e administrou a vantagem. Como a minha missão era bem difícil e o adversário de um excelente nível técnico, resolvi fazer do jogo um treino de luxo para aumentar meu nível e aprender muito mais. Por fim, acabamos na 16ª colocação desta 3ª Etapa do Estadual - Série Prata. Falta a 4ª Etapa do Estadual, que se realizará em Novembro, para fecharmos o Estadual de 2013 e encerrar a temporada definindo as colocações finais do Campeonato Estadual de 2013.
Vamos tentar alcançar um voo bem maior nesta última etapa para fecharmos esta temporada com a moral alta e confirmar a evolução gradativa do time ao longo da temporada. Basta concentrarmos mais e treinarmos mais forte ainda para a evolução ser bem maior e podermos alcançar o que queremos. Temos o local certo para os treinos, pois estamos no clube mais bem estruturado e bem organizado do Rio de Janeiro e do Brasil.

Segue a campanha da 3ª Etapa Estadual - Série Prata

Grupo D - 1ª Fase
Rafael Lauria 2x2 Márcio Lopes
Rafael Lauria 1x1 Márcio Laniak
Rafael Lauria 1x0 Daniel (ADDP)
Rafael Lauria 0x0 Leandro Ferreira
Oitavas-de-Final
Rafael Lauria 0x5 Alexandre Macieira
Rafael Lauria 1x2 Alexandre Macieira

O PRAZER DE JOGAR UMA COMPETIÇÃO INDIVIDUAL OFICIAL - PARTE IV

Vem aí mais uma etapa, a 3ª Etapa do Estadual Individual do Estado do Rio de Janeiro e venho me preparando e treinando para alcançar meu objetivo na etapa e quero alcançar meu objetivo ao término do Estadual do Rio de Janeiro de 2013. Tivemos a 1ª e a 2ª Etapa do Estadual Individual do Estado do Rio de Janeiro e as duas etapas da Copa Interior, a primeira em Cabo Frio e a segunda em Duque de Caxias. Na primeira etapa, eu me classifiquei para as oitavas de final. Por muito pouco não passei para a fase seguinte, o que me garantiria alguma premiação. Na segunda etapa, sequer passei de fase e fui aquém das expectativas. Entre a 1ª e a 2ª etapas tiveram as duas etapas da Copa do Interior, em Cabo Frio e em Duque de Caxias, etapas extras que ajudaram a melhorar a pontuação e o posicionamento no ranking. Treinamento forte nestes dias que antecedem a próxima etapa, pois temos que chegar mais longe e cumprir com os objetivos traçados para este ano de 2013. Os objetivos foram traçados e a dificuldade tem sido enorme e faltam apenas duas etapas e mais nenhuma Copa Interior.

Para estas próximas etapas treinaremos forte e com um auxílio técnico bem especial para conseguirmos mais técnica, malícia e experiência para beliscar colocações muito melhores... Já começamos um processo de preparação psicológica para melhorar a concentração. Renovamos o elenco, com trocas e contratações. Agora, vamos trabalhar forte para o elenco se encaixar e colhermos os frutos a curto, médio e longo prazo. Manteremos este elenco por muito e muito tempo, mas chegará mais peças para o elenco que somará muito para o sucesso da equipe. Bom, vamos treinando para a próxima etapa e trabalhando a concentração para alcançarmos o objetivo. Lembrando que a 3ª Etapa do Estadual (RJ) Individual acontecerá agora, nos próximos dias, precisamente nos dias 21 e 22 de setembro de 2013. Brilha no céu a Estrela Guia que nos faz sonhar. Prepara que as mesas vão tremer.

UMA ALEGRIA DO MEU PASSADO

Sou de uma geração muito influenciada pelo vídeo, mas da era pré-computador, quando a única postura possível era a passividade frente à televisão ou ao cinema. 
Nossos jogos eram manuais, o equipamento era material e não virtual; a palavra digital se associava exclusivamente ao dedo, não ao dígito.
A garotada de hoje usa o computador para jogar e brincar, aproveitando os recursos da interatividade que transformam o jogador num participante ativo.
Jogos virtuais de futebol estão entre os preferidos, com imagens cada vez mais realistas.
Este papel foi representado entre os meninos de minha geração pelo futebol de botões, a versão antiga dos games-Fifa.
Era mais adequado para se jogar em dupla, ou para torneios de grupos maiores, mas também podia ser jogado individualmente, o que era o meu caso, com frequência.
Os botões representavam times e jogadores reais, o material era o plástico, com exceção do goleiro que era sempre uma caixinha de fósforos com algum conteúdo pesado no lugar dos palitos.
Muitos já vinham prontos de fábrica, inclusive com fotos dos atletas reais no centro, e geralmente produzidos pela Estrela, a maior fábrica de brinquedos da época, talvez até de toda a história industrial brasileira.
Eu preferia fabricar meus botões ou comprar velhas lentes de relógio e botões de roupa do tamanho e formato adequado.
Os relojoeiros tinham até uma mini-receita paralela: guardavam numa caixinha as lentes descartadas para vender para a meninada a um preço obviamente irrisório.
Para fabricar botões o procedimento era simples: juntava pedaços de plástico duro numa forminha de empadinha e a aquecia ao fogo, segurando a borda com alicate. Quando amolecia, usava um martelo para homogeneizar. Depois de endurecida a mistura, lixava no chão para igualar o fundo, que era o solado do meu jogador.
A propósito, encontrei uma pequena citação do futebol de botões num ensaio de Roberto Damatta intitulado “Antropologia do Óbvio”, publicado em 1994, na Revista USP, que transcrevo:
'É interessante observar, como prova desta penetração e deste sucesso, que no Brasil tenha se difundido o chamado “time de botão”, que todo menino obrigatoriamente possui num dado momento de sua infância. Com esses times, cujo dono é tudo (patrão, presidente, técnico, juiz, bandeirinha e craque) fazem-se campeonatos tão emocionantes quanto os que se decidem no campo. Lembro-me de uma tal peleja nos idos de 1990, em Higienópolis, Rio de Janeiro (RJ), com 10 ou 11 anos, ganhei, num jogo nervoso e verdadeiramente clássico, o título do meu fanático tio e amigo, o César Ricardo da Silva, hoje aposentado e correndo por fora. Foi o meu botão especial, o Carlyle, que fez o único gol da partida.'
Acrescento que o uso da afirmação “todo menino obrigatoriamente possui” ainda valia para 1994, mas não vale para 2013; o mundo está mudando rapidamente.

A META É SUA, BOTONISTA

Hoje, na comunidade botonista, há uma concentração típica daqueles atletas "botonistas" que buscam alcançar o mais alto posto, o título máximo de uma competição. Para tanto esses atletas procuram se aperfeiçoarem, participando nos torneios realizados nos bairros pelos Grêmios.

No meio dessas maratonas podemos observar, até mesmo elencar alguns nomes, aqueles já consagrados botonistas e ainda, aqueles tão desconhecidos que flora como surpresa ou até mesmo visto como zebra ao se destacarem no meio das feras do futemesa. Não é para menos, vendo em cada canto da cidade, surgirem glamorosos grupos praticando, que seja novato ou veterano, o futemesa, graças ao avanço da disseminação interiorizada, ruralista, urbanista que foi apregoado ao futemesa pela sua entidade maior, a Federação de Futebol de Mesa do Rio de Janeiro, que conquistou com deméritos por em prática a praticidade que junto com a teoria conseguiram com seus pilares “grêmios”, o reconhecimento não só local, mas em nível nacional e até mesmo internacional pela Confederação Brasileira de Futebol de Mesa.

Cabe a cada um desses botonistas traçarem suas próprias metas, pois o caminho está feito e a condição se fez na oportunidade para buscarem a perfeição em cada regra que se destacarem. Dos torneios nos bairros, dos eventos oficias, em nível estadual, aos mais longínquos, como o Estadual, Inter estadual e porque não o Nacional.