INSATISFAÇÃO NO MARACA

O grupo Odebrecht está descontente com a gestão do Maracanã. Ele não estaria tendo o retorno esperado, seja pela complicada situação econômica do país, que tem levado a uma retração nos investimentos, seja pela celeuma que marcou o início do Estadual do Rio, com a federação, ao lado do Vasco, impondo redução dos preços no estádio e brigando com Flamengo e Fluminense sobre as entradas no Maracanã.

Para a Odebrecht, trata-se de mais um prejuízo. Mas certamente muito, muito menor do que o que já sofre com a operação Lava Jato, que tem acuado as principais empreiteiras do Brasil. O fluxo de caixa do grupo já não seria o mesmo de outrora e não será surpresa se o estádio, ainda antes da Olimpíada, mudar de mãos.
Para agravar o caso, até agora há interrogações sobre o contrato de concessão do complexo Maracanã. O governo do Rio, depois de muita pressão, resolveu altera-lo e manter o estádio de atletismo e o parque aquático que, originalmente, seriam destruídos.
Se a Odebrecht cair fora, a tendência é que o Maracanã volte para as mãos do governo, que passaria a administra-lo. Acho o mais correto, pois se teve condições de reformula-lo e reconstruí-lo todo, em tese deveria ter para geri-lo também. Difícil ver no Brasil governos gastando o que têm e o que não têm para erguer elefantes e depois entrega-los de bandeja à iniciativa privada.
Outra possibilidade é tentar arrumar nova concessionária, se de fato o grupo Odebrecht, mais cedo ou mais tarde, cair fora do negócio, hipótese que ninguém da construtora confirma, pelo menos não oficialmente. Inclusive porque as empreiteiras hoje têm coisas mais importantes com as quais se preocupar…