FALANDO DA TEMPORADA 2013 ATÉ SETEMBRO

Bom, venho escrever mais uma coluna neste ano de 2013 repleto de novidades e voltas... Houve a volta do River F. C. e sua equipe, para as disputas do Campeonato Brasileiro de Equipes e o Campeonato Estadual de Equipes, após a temporada de 2012 licenciado. E depois de 5 anos longe das disputas a nível estadual e nacional voltei a me federar e jogar as competições oficiais.
Participei do Campeonato Brasileiro de Equipes, onde o meu clube chegou honrosamente em 4º lugar e joguei 3 Etapas do Estadual Individual do Rio de Janeiro (na AABB - Tijuca) e mais 2 Copas Interior (a primeira em Cabo Frio e a segunda em Duque de Caxias), faltando a 4ª e última etapa.
Fiquei de março de 2009 até setembro de 2011 sem jogar uma partida sequer e nesse período muita coisa aconteceu em minha vida. Voltei a morar no bairro onde sou nascido e criado, nasceu meu herdeiro - hoje com 03 anos, ensaiei minha volta à A. A. Portuguesa - onde considero ainda como extensão de minha casa - e acabei me filiando ao River F. C. - onde também posso considerar extensão de minha casa.
Usei esse período de setembro de 2011 até dezembro de 2012 como uma 'pré-temporada' e uma 'readaptação', pois foram dois anos sem jogar. Confesso que tive e ainda estou tendo dificuldades nesta 'readaptação' apesar de não ser nenhum craque. E, durante este ano, estou honrando aquele velho ditado de que "treino é treino e jogo é jogo" e eu sou outro nas etapas, me transformo. Só que o certo é jogar os treinos como se fossem jogos de etapas, para que sirvam de parâmetro para continuarmos com o nível e com a coesão dos treinos, nas próprias etapas.
Após estas 3 etapas e as duas Copas Interior, estou na 24ª colocação no ranking da Federação de Futebol de Mesa do Estado do Rio de Janeiro. Há divisão por idade (sub-14, adulto e sênior) e por série (ouro e prata). A cada etapa sobem os quatro primeiros da série prata para a série ouro e descem os quatro últimos da série ouro para a série prata. E há premiações para os oito primeiros colocados em cada série. Ainda não consegui premiação, mas estou tendo resultados surpreendentes. Consegui avançar às oitavas em duas de três etapas e somei pontos importantes nas Copas Interior. Sendo que na primeira etapa ficou um gostinho amargo na boca após ser eliminado nas oitavas, pois tive a certeza de que poderia ir mais longe na classificação. Abri mão de disputar a Copa do Brasil Individual e o Campeonato Brasileiro Individual por serem em cidades distantes e não estarem dentro das possibilidades de meus orçamentos.
Nesta análise nas proximidades do fim do ano, podemos dizer que não foi um ano perdido. Fizemos novas amizades, pegamos mais experiências e ainda participamos de torneios em regras similares à regra em que todos nós começamos a jogar este saudoso hobby/esporte. Voltei a viajar e jogar em outras cidades, consegui refazer meu plantel, tendo peças novas no elenco, me adaptei a mudanças para encarar os adversários de igual para igual e o principal, reencontrei velhos amigos e descobri quem realmente está ao nosso lado e quem posso descartar a amizade e apenas manter como colegas.
Aproveitarei estes dois meses que teremos até a 4ª Etapa e treinarei forte para obter uma colocação bem melhor na etapa e também no ranking. Nos reuniremos internamente no clube e depois deste reunião, decidirei o que farei. Bom, vamos lá que as mesas vão tremer nesses dois meses de treinamento forte. Deixa a Estrela Guia brilhar lá no céu.

PENÚLTIMA ETAPA - QUASE ACABANDO A TEMPORADA

Foi realizada a 3ª Etapa do Estadual - Série Prata, neste sábado, dia 21 de setembro de 2013. E fomos firmes para atingir nossos objetivos. Mais uma etapa equilibradíssima e bem disputada por todos os atletas inscritos, onde todos os grupos ficaram bem embolados e a diferença entre os terceiros e quartos colocados de cada grupo eram poucas. Me classifiquei em 3º lugar no grupo com 1 vitória e 3 empates, junto com meu companheiro de clube Márcio Lopes (2º lugar), só que teve como critério de desempate o número de gols marcados. No geral, fiquei em 15º lugar. O que me fez confrontar nas oitavas-de-final com o 2º lugar geral, o amigo Alexandre Macieira.
As oitavas foram disputadas em dois jogos, com vantagem para o atleta de melhor campanha. No caso do confronto contra o amigo Alexandre Macieira, a vantagem era dele. Mas durante o primeiro jogo, ele ampliou e muito bem a vantagem... Com quatro belos chutes, meu adversário fechou o primeiro tempo com a vantagem de 4x0 e administrou a vantagem no segundo tempo, terminando o primeiro jogo com o placar de Rafael Lauria 0x5 Alexandre Macieira. Fomos para o segundo jogo e eu teria de ganhar por uma diferença de seis gols para me classificar para a próxima fase (quartas-de-final), porém meu adversário joga muito bem e administrou a vantagem. Como a minha missão era bem difícil e o adversário de um excelente nível técnico, resolvi fazer do jogo um treino de luxo para aumentar meu nível e aprender muito mais. Por fim, acabamos na 16ª colocação desta 3ª Etapa do Estadual - Série Prata. Falta a 4ª Etapa do Estadual, que se realizará em Novembro, para fecharmos o Estadual de 2013 e encerrar a temporada definindo as colocações finais do Campeonato Estadual de 2013.
Vamos tentar alcançar um voo bem maior nesta última etapa para fecharmos esta temporada com a moral alta e confirmar a evolução gradativa do time ao longo da temporada. Basta concentrarmos mais e treinarmos mais forte ainda para a evolução ser bem maior e podermos alcançar o que queremos. Temos o local certo para os treinos, pois estamos no clube mais bem estruturado e bem organizado do Rio de Janeiro e do Brasil.

Segue a campanha da 3ª Etapa Estadual - Série Prata

Grupo D - 1ª Fase
Rafael Lauria 2x2 Márcio Lopes
Rafael Lauria 1x1 Márcio Laniak
Rafael Lauria 1x0 Daniel (ADDP)
Rafael Lauria 0x0 Leandro Ferreira
Oitavas-de-Final
Rafael Lauria 0x5 Alexandre Macieira
Rafael Lauria 1x2 Alexandre Macieira

O PRAZER DE JOGAR UMA COMPETIÇÃO INDIVIDUAL OFICIAL - PARTE IV

Vem aí mais uma etapa, a 3ª Etapa do Estadual Individual do Estado do Rio de Janeiro e venho me preparando e treinando para alcançar meu objetivo na etapa e quero alcançar meu objetivo ao término do Estadual do Rio de Janeiro de 2013. Tivemos a 1ª e a 2ª Etapa do Estadual Individual do Estado do Rio de Janeiro e as duas etapas da Copa Interior, a primeira em Cabo Frio e a segunda em Duque de Caxias. Na primeira etapa, eu me classifiquei para as oitavas de final. Por muito pouco não passei para a fase seguinte, o que me garantiria alguma premiação. Na segunda etapa, sequer passei de fase e fui aquém das expectativas. Entre a 1ª e a 2ª etapas tiveram as duas etapas da Copa do Interior, em Cabo Frio e em Duque de Caxias, etapas extras que ajudaram a melhorar a pontuação e o posicionamento no ranking. Treinamento forte nestes dias que antecedem a próxima etapa, pois temos que chegar mais longe e cumprir com os objetivos traçados para este ano de 2013. Os objetivos foram traçados e a dificuldade tem sido enorme e faltam apenas duas etapas e mais nenhuma Copa Interior.

Para estas próximas etapas treinaremos forte e com um auxílio técnico bem especial para conseguirmos mais técnica, malícia e experiência para beliscar colocações muito melhores... Já começamos um processo de preparação psicológica para melhorar a concentração. Renovamos o elenco, com trocas e contratações. Agora, vamos trabalhar forte para o elenco se encaixar e colhermos os frutos a curto, médio e longo prazo. Manteremos este elenco por muito e muito tempo, mas chegará mais peças para o elenco que somará muito para o sucesso da equipe. Bom, vamos treinando para a próxima etapa e trabalhando a concentração para alcançarmos o objetivo. Lembrando que a 3ª Etapa do Estadual (RJ) Individual acontecerá agora, nos próximos dias, precisamente nos dias 21 e 22 de setembro de 2013. Brilha no céu a Estrela Guia que nos faz sonhar. Prepara que as mesas vão tremer.

UMA ALEGRIA DO MEU PASSADO

Sou de uma geração muito influenciada pelo vídeo, mas da era pré-computador, quando a única postura possível era a passividade frente à televisão ou ao cinema. 
Nossos jogos eram manuais, o equipamento era material e não virtual; a palavra digital se associava exclusivamente ao dedo, não ao dígito.
A garotada de hoje usa o computador para jogar e brincar, aproveitando os recursos da interatividade que transformam o jogador num participante ativo.
Jogos virtuais de futebol estão entre os preferidos, com imagens cada vez mais realistas.
Este papel foi representado entre os meninos de minha geração pelo futebol de botões, a versão antiga dos games-Fifa.
Era mais adequado para se jogar em dupla, ou para torneios de grupos maiores, mas também podia ser jogado individualmente, o que era o meu caso, com frequência.
Os botões representavam times e jogadores reais, o material era o plástico, com exceção do goleiro que era sempre uma caixinha de fósforos com algum conteúdo pesado no lugar dos palitos.
Muitos já vinham prontos de fábrica, inclusive com fotos dos atletas reais no centro, e geralmente produzidos pela Estrela, a maior fábrica de brinquedos da época, talvez até de toda a história industrial brasileira.
Eu preferia fabricar meus botões ou comprar velhas lentes de relógio e botões de roupa do tamanho e formato adequado.
Os relojoeiros tinham até uma mini-receita paralela: guardavam numa caixinha as lentes descartadas para vender para a meninada a um preço obviamente irrisório.
Para fabricar botões o procedimento era simples: juntava pedaços de plástico duro numa forminha de empadinha e a aquecia ao fogo, segurando a borda com alicate. Quando amolecia, usava um martelo para homogeneizar. Depois de endurecida a mistura, lixava no chão para igualar o fundo, que era o solado do meu jogador.
A propósito, encontrei uma pequena citação do futebol de botões num ensaio de Roberto Damatta intitulado “Antropologia do Óbvio”, publicado em 1994, na Revista USP, que transcrevo:
'É interessante observar, como prova desta penetração e deste sucesso, que no Brasil tenha se difundido o chamado “time de botão”, que todo menino obrigatoriamente possui num dado momento de sua infância. Com esses times, cujo dono é tudo (patrão, presidente, técnico, juiz, bandeirinha e craque) fazem-se campeonatos tão emocionantes quanto os que se decidem no campo. Lembro-me de uma tal peleja nos idos de 1990, em Higienópolis, Rio de Janeiro (RJ), com 10 ou 11 anos, ganhei, num jogo nervoso e verdadeiramente clássico, o título do meu fanático tio e amigo, o César Ricardo da Silva, hoje aposentado e correndo por fora. Foi o meu botão especial, o Carlyle, que fez o único gol da partida.'
Acrescento que o uso da afirmação “todo menino obrigatoriamente possui” ainda valia para 1994, mas não vale para 2013; o mundo está mudando rapidamente.

A META É SUA, BOTONISTA

Hoje, na comunidade botonista, há uma concentração típica daqueles atletas "botonistas" que buscam alcançar o mais alto posto, o título máximo de uma competição. Para tanto esses atletas procuram se aperfeiçoarem, participando nos torneios realizados nos bairros pelos Grêmios.

No meio dessas maratonas podemos observar, até mesmo elencar alguns nomes, aqueles já consagrados botonistas e ainda, aqueles tão desconhecidos que flora como surpresa ou até mesmo visto como zebra ao se destacarem no meio das feras do futemesa. Não é para menos, vendo em cada canto da cidade, surgirem glamorosos grupos praticando, que seja novato ou veterano, o futemesa, graças ao avanço da disseminação interiorizada, ruralista, urbanista que foi apregoado ao futemesa pela sua entidade maior, a Federação de Futebol de Mesa do Rio de Janeiro, que conquistou com deméritos por em prática a praticidade que junto com a teoria conseguiram com seus pilares “grêmios”, o reconhecimento não só local, mas em nível nacional e até mesmo internacional pela Confederação Brasileira de Futebol de Mesa.

Cabe a cada um desses botonistas traçarem suas próprias metas, pois o caminho está feito e a condição se fez na oportunidade para buscarem a perfeição em cada regra que se destacarem. Dos torneios nos bairros, dos eventos oficias, em nível estadual, aos mais longínquos, como o Estadual, Inter estadual e porque não o Nacional.