FUTEBOL CRIANÇA

Alguém já disse que o futebol pertence às crianças. A frase traz consigo um dos mais belos enganos voluntários que se pode cometer. A indústria do esporte, cada vez mais parecida com todos os outros campos profissionais, afasta o jogo de quem, como os pequenos fãs, o vê com nobreza e lealdade. De fato, gostaríamos que o futebol fosse puro e merecesse a devoção pueril, mas sabemos que não é assim.
Este jogo é tão especial, porém, que nos autoriza a infantilidades em nome dos sentimentos que carregamos desde os primeiros contatos. Um fenômeno que não enxerga fronteiras e não tem obstáculos a seu potencial de contagio. Dois exemplos dessa realidade foram observados nos últimos dias na Europa, região do mundo onde o futebol é tratado da maneira mais séria e profissional (o que não significa, trolls, que não haja equívocos e defeitos, ok?).
O primeiro foi o anúncio de que Steven Gerrard deixará o Liverpool ao final da temporada em curso. A notícia foi recebida e repercutida na Inglaterra com um notável caráter de pesar, como se representasse uma tragédia. Análises da trajetória do meia nos campos foram escritas com referências quase póstumas, depoimentos foram colhidos como homenagens, perguntas foram formuladas com a sugestão de que o mundo não seria mais o mesmo. Em um dado momento, parecia que Gerrard havia morrido. Ou que sua carreira tinha se encerrado de forma repentina. Felizmente, ele apenas decidiu jogar em outro lugar.
Steven Gerrard é um excelente futebolista, de história rara e admirável. É uma das poucas pessoas que podem dizer que se apaixonaram por uma camisa, a vestiram com classe e orgulho, dedicaram-se a ela por longos anos e com ela foram felizes. Não se discute sua importância ou seu lugar no altar emocional dos torcedores do Liverpool. A questão é a necessidade que o futebol nos impõe de tratar certas ocasiões como uma espécie de eulógia. Gerrard tomou uma decisão profissional, certamente difícil, mas baseada em sua idade (34 anos) e nas condições atuais de suas habilidades como jogador. Seu caminho continuará e é possível até que ele volte a jogar no clube pelo qual torce.
O outro exemplo foi a volta de Fernando Torres ao Atlético de Madrid, oito anos depois de deixar o clube onde nasceu para o futebol, pelo qual disputou mais partidas e marcou mais gols. A torcida do Atlético o recepcionou como o filho que ele verdadeiramente é, com cerca de 45 mil pessoas presentes, ontem, ao estádio Vicente Calderón. Um ambiente semelhante ao que se vê na chegada de um astro no auge da forma, quando na verdade quem estava ali era a lembrança de um jogador que sumiu.
Faz seis anos que Torres não é capaz de jogar um futebol que se aproxime do que fez dele um ídolo em Madri. Seu retorno tem todas as características das oportunidades que se apresentam a um esportista em declínio, acompanhadas do lembrete, em letras miúdas, de que não haverá outra. É uma contratação sentimental, cujo sucesso está amparado na possibilidade – igualmente sentimental – de um ressurgimento estimulado pela geografia.
Em ambos os casos, a objetividade ficou à margem. O futebol de Gerrard não morreu e o de Torres não ressuscitará. Mas o jogo nos compele a chorar e sorrir, a vivenciar luto e euforia imaginários, como fazem as crianças. Talvez o futebol realmente pertença a elas.

OS BONS, OS RUINS E OS MILIONÁRIOS

Há algum tempo, em um grande clube do futebol brasileiro, um jogador renomado chegou embriagado para treinar. Não trançava as pernas ou enrolava a língua, mas estava visivelmente sem condições de participar do trabalho. O técnico do time o viu no vestiário, conversando com os companheiros em um tom que evidenciava seu estado, e decidiu intervir. 
Chamou o jogador e disse que seria melhor que ele ficasse dentro do departamento de futebol, fazendo o sempre conveniente “reforço muscular”. 
Dois dias depois – sim, apenas dois dias – o fato se repetiu.
O treinamento estava marcado para o período da tarde, e o jogador em questão explicaria que foi almoçar com amigos e tomou “uns vinhos a mais”. Mas o técnico não foi capaz de conter o estrago, pois só percebeu a situação quando os atletas já estavam no campo, em uma animada roda de bobinho. 
Cinegrafistas, fotógrafos e repórteres já tinham notado a presença de todos, e, mesmo que não tivessem visto nada anormal, não seria inteligente abordar um jogador e retirá-lo do treino. Chamaria ainda mais atenção.
A solução foi permitir que ele treinasse por cerca de vinte minutos e devolvê-lo à academia, com discrição. 
A repercussão negativa externa foi evitada, mas no instante em que o treino começou com a participação de um jogador embriagado, o técnico sabia que tinha um gigantesco problema interno para resolver.
O resultado do primeiro jogo após os eventos da semana apenas lhe confirmou a suspeita: derrota para um time infinitamente inferior, com uma atuação horrenda e expressões resignadas no vestiário.
Na reapresentação, o treinador pediu uma reunião apenas entre ele e os jogadores. Assumiu que havia cometido um erro grave ao permitir que um jogador sem condições treinasse naquele dia, garantiu que algo assim não aconteceria de novo e perguntou se o grupo estava disposto a colocar o episódio no passado. 
O jogador em questão pediu a palavra e se desculpou com os colegas. O time passou a vencer partidas em sequência.
Engana-se quem imagina que um time de futebol funciona como um quartel ou uma sala de aula. É um organismo político, em que a hierarquia não é mais importante do que a necessidade de administrar pessoas, construir alianças, entender como lidar com cada ator de um espetáculo em que não existem papéis iguais. 
Como diz Pep Guardiola, “nem todos os jogadores devem receber o mesmo tratamento, mas o mesmo respeito”. 
Um outro técnico costuma dizer que, em termos de impacto para o bom ambiente de trabalho, existem três tipos de jogadores no futebol brasileiro: os bons, os ruins e os milionários.
Bons e ruins são auto-explicativos. Os milionários – que geralmente fazem jus ao termo pelo nome e o currículo que têm – precisam ser tratados com astúcia, pois são personalidades híbridas que podem pender para um ou outro lado conforme o estado de ânimo.
O técnico quer o milionário a seu lado, pois ele é crucial para o resultado do qual todos se alimentam. Isso não significa ser submisso ou perder o controle, mas não é um trabalho simples, como observamos sempre que um técnico e uma estrela se desentendem.
O jogador embriagado do caso acima se enquadrava no perfil do milionário. As regras para ele são as mesmas, apenas esticam mais: menos carga de treino, mais compreensão com “problemas particulares”, mais flexibilidade de horários, etc. 
Sempre foi assim, e sempre será, com jogadores que merecem esse status e o sustentam com desempenho.
 Nenhum volante menos dotado tecnicamente jamais reclamará de “correr o dobro” para que o craque a seu lado possa se dedicar a criar ocasiões de gol. É exatamente neste ponto que eles se diferenciam. 
Mas tomar “uns vinhos a mais” em um almoço com amigos, e depois treinar normalmente, é algo que todos gostariam de fazer. A linha se traça aí.
O mesmo vale para ambientes em que todos são “milionários”, como nos maiores clubes do futebol mundial. Neles, a distinção de poder no vestiário se dá da mesma maneira: os gênios “mandam”. 
E não há sequer um gênio – no futebol ou em outro esporte coletivo – que não se comporte como um tirano em seu reino. Os exemplos de convivência e problemas de relacionamento com companheiros, técnicos e dirigentes, são conhecidos.
Nos anos oitenta, Michael Jordan certa vez se recusou a entrar em um avião de volta para Chicago, após uma derrota dos Bulls em uma noite de Natal. 
O time jogou muito mal diante de uma audiência nacional, perdeu para um oponente que não deveria ter a mínima chance, o que irritou seu técnico (Doug Collins, à época) de tal maneira que a folga no dia seguinte foi revogada e um treino marcado.
Os jogadores receberam a notícia logo após o jogo, como uma reprimenda pelo desempenho ruim. Ficaram furiosos, pois já tinham feito planos de almoçar com suas famílias no dia 25, em diferentes partes do país. 
Nenhum deles gostaria de ir para Chicago, mas todos estavam no aeroporto na manhã seguinte. Menos Jordan.
Em conversa telefônica com o gerente-geral do Chicago Bulls, MJ disse que não cederia a um capricho vingativo de Collins. Seu plano era passar o Natal na casa de sua mãe, não em um treino que só foi marcado para punir os jogadores.  
O executivo pediu que Jordan reconsiderasse e fosse ao aeroporto, só ele não estava lá e essa era uma situação inaceitável. Negativo.
Então, com a habilidade que caracteriza os melhores gestores de egos, o chefe do chefe de Michael Jordan lhe propôs uma solução: o treino seria cancelado se ele se apresentasse no aeroporto. Ninguém seria obrigado a entrar no avião para Chicago. O acordo deveria ficar entre eles, sem comentários que prejudicassem a autoridade de Collins.
Jordan respondeu que não ficaria no aeroporto por mais de cinco minutos, e assim fez. O treino foi cancelado.
Mas seus companheiros notaram que ele usava um mocassim, sem meias. Quem teria coragem de desembarcar em Chicago, no fim de dezembro, sem meias?
O conflito entre Lionel Messi e o técnico Luis Enrique não é diferente de tantos outros. O técnico não sabe lidar com o gênio. Messi é um tirano como os gênios que vieram antes dele, talvez seja mais tímido ou mais generoso, o que pode fazer diferença para sua imagem exterior mas não altera absolutamente nada em termos de dinâmica interna. 
Se Messi realmente disse que o Barcelona terá de escolher entre ele e Luis Enrique, a conversa terminou. 
Se não disse, o técnico terá de mudar rapidamente de comportamento.
E não se trata de um jogador que pensa que “é maior do que o clube”, um argumento que não tem sentido. 
Problemas surgem entre pessoas e são resolvidos por pessoas. Não há um representante das próprias vontades diante de um representante “da instituição”. E se houvesse, quem representa melhor a instituição do que o jogador que leva o público ao estádio e o clube a conquistas?
Messi já faltou a treinos – alegando a mesma gastroenterite que usou como desculpa na segunda-feira – quando o Barcelona era dirigido por Pep Guardiola, o técnico que melhor o compreendeu. O motivo foi o mesmo: ter sido poupado de um jogo.
E Guardiola era visto como o treinador que soube conquistar Messi com a estratégia de comunicação correta e gestos como a autorização para que ele disputasse os Jogos Olímpicos de Pequim.
Política, no bom sentido.
Luis Enrique chegou ao Barcelona anunciando-se “o líder do time”, e não se preocupou em estabelecer sequer uma linha de troca de ideias com Messi, o milionário, o gênio. 
Não parece uma postura produtiva.
No último capítulo do formidável “Herr Pep”, livro que detalha o primeiro ano de Guardiola no Bayern de Munique, o jornalista catalão Martí Perarnau relata uma conversa que teve com o treinador, ao final da última temporada. 
O encontro aconteceu no escritório de Guardiola, na sede do clube alemão. 
Na parede, Perarnau notou uma frase escrita na lousa: “Praticamente a totalidade dos problemas de uma equipe são por culpa dos egos”. 
Cada um precisa controlar o seu.

EURICO VAI AO ATAQUE

Eurico Miranda quer rediscutir o futebol brasileiro e atacar o que chama de privilégios a Flamengo e Corinthians.
O presidente do Vasco, que tem força na Federação do Estado do Rio, acha que Flamengo e Fluminense, ao defenderem preços mais caros para o Estadual e não os populares, querem elitizar ainda mais o futebol carioca. Acha que a federação deveria colocar os preços lá pra baixo mesmo para encher os estádios e permitir que mais torcida possa comparecer ao estádio, algo de que eu, particularmente, discordo.
Como bem apontou o Fluminense, usando da ironia em nota oficial, a Federação do Rio não é gabaritada e está longe de realizar um dos melhores campeonatos do Brasil. O Estadual não atrai o interesse do torcedor e, assim como os de outros Estados, deveria ser repensado. Especialmente a presença dos grandes teria que ser reduzida. Do jeito que está o produto está fadado ao fracasso.
Além da questão dos ingressos, Eurico quer rever as negociações dos direitos de TV. Não acha que as futuras devam privilegiar Corinthians e Flamengo, os clubes mais populares do Brasil, que ganham mais do que os demais. Defende negociações conjuntas e não mais individuais e alerta para o risco de o futebol brasileiro virar o espanhol, que, salvo raríssimas exceções, costuma ter apenas dois times brigando pela ponta, Barcelona e Real Madrid.
O polêmico dirigente também ataca o Bom Senso F.C., movimento dos jogadores de futebol que ele chama de os “mauricinhos da bola”. Acha que querem jogar menos e só estão preocupados com o próprio bolsa. Questiona as fontes de financiamento do grupo e diz que cada um tem uma agenda própria. Acha que Paulo André, que gosta de aparecer como líder do Bom Senso, usa-o para iniciar uma plataforma política e conseguir espaço em jornais para sua futura carreira de cartola, o que o jogador nega.
Eurico afirma ainda que há outros no movimento que se apresentam como membros do grupo e nem são jogadores e que o usam apenas para ganhar um lugarzinho na mídia e alavancar suas carreiras (ou tentar alavanca-las).
Sobre as fontes de financiamento do grupo, que Eurico questiona, já perguntei no último mês ao Bom Senso em três oportunidades e confesso que não recebi resposta alguma. Nem de Paulo André. O que não quer dizer que a agenda do Bom Senso esteja errada, muito pelo contrário, e que não haja ótimas lideranças, como o goleiro Dida, um dos que mais trabalharam pelo grupo e na surdina, como é bem seu estilo.

LIBERDADE DE EXPRESSÃO

- Pai, o que é liberdade de expressão?
- É poder falar o que você quiser, filho.
- Valeu, pai. Então deixa eu xingar esse macaco filho da p#$@ do Luan!
- Não, filho. Peraí. Não é assim. Você não pod…
- Vou chamar aquele mico de chaminé do avesso! Ele vai se fu$5#@ aquele retardado, placenta de p#$%! Viado da p%$@, só faltava ser judeu, aquela b2amp;@ de terrorista muçulmano do cacete!
- Filho!!! Que é isso?
- É o que penso desse m#@$% do c@#@&%$!
- Não é assim. Você pode falar o que pensa só quando você pode arcar com isso. Não é para sair detonando, xingando, maltratando.
- É o que eu penso dele, pai. Vou falar o que eu acho dele. Ninguém tem nada a ver com isso.
- Quem fala o que pensa não pensa no que fala, filho.
- Mas você falou que liberdade de expressão é isso?
- É. Mas você precisa respeitar a liberdade de quem não gosta da sua expressão.
- Então você é contra falar o que pensa?
- Não. Eu sou contra quem fala o que vem à cabeça – se é que vem alguma coisa. Sou contra quem fala pelos cotovelos e com cotovelite. Sou contra quem pensa com o fígado. Sou contra quem usa o que há de melhor no humor para causar e tacar terror. Sou a favor de que todos se manifestem sobre tudo. Mas que todos arquem com as consequências e com a própria consciência. Ou a falta dela.
- Eu acho que tem mais é de ser sincero sempre, pai!
- Nem sempre é virtude a sinceridade. Certas coisas podem ser pensadas. Mas não ditas. E, sobre certos assuntos mais complexos, eu gostaria que as pessoas entendessem e respeitassem as opiniões contrárias. Até dos que não parecem entender muita coisa, e menos ainda respeitar quem pensa diferente.
- Não entendo.
- Você vai entender um dia quando for adulto, filho.
- Mas e isso que aconteceu em Paris com o pessoal daquela revista? Eles foram mortos por detonarem todo mundo? Mas não era brincadeira? Você não diz que com bom humor a gente supera tudo?
- Isso você vai entender menos ainda quando for adulto, filho.
- Tem hora que eu não quero crescer, pai.
- Tem dia que eu gostaria de pegar você e o mundo no colo e botar para dormir para ver se a gente pode começar tudo de novo.

DOMINGO DE FUTEBOL! DE MESA!

Linda manhã de sol, um belo domingo. Bem cedo, relógio marcava 06h35min, levanta-se da cama o garoto Miguel, apaixonado por futebol e pelo futebol de mesa, torcedor ferrenho do Vasco da Gama. Paixões herdada de seu pai outro apaixonado pelas mesmas coisas.
E nessa manhã linda de sol, deste domingão, ao levantar cedo da cama, Miguel já foi logo dizendo em bom som:
- Hojé é dia! Hoje tem! E hoje é clássico! E clássico carioca!.
Seus pais preparavam o café da manhã, enquanto Miguel preparava o campo de jogo, os craques e os pequenos detalhes. Era dia de um charmoso clássico carioca em seu campeonato interno e ainda era uma disputa pelas primeiras posições. O referido clássico carioca seria disputado entre Vasco da Gama x Botafogo, relembrando os velhos e bons tempos e também os craques que passaram por estes dois tradicionais clubes.
Após tomar o café da manhã, relógio marcando 10h00min. Horário em que Miguel dá início à partida do tradicional clássico carioca. Jogo recheado de craques do passado e que jamais conseguiríamos vê-los jogando juntos, por força das devidas épocas de cada craque.
Partida de dois tempos de doze minutos cada tempo, com intervalo de três minutos, com toques livres. E em campo haviam craques como Garrincha, Nilton Santos, Túlio Maravilha, Maurício - eram alguns nomes da equipe de General Severiano - e Roberto Dinamite, Romário, Edmundo, Ademir e Belini - eram alguns nomes da equipe de São Januário.
E o jogo corria bastante equilibrado, bons ataques e chutes perigosos para ambas as equipes. E faltando três minutos para o fim do primeiro tempo, fortes emoções tomaram conta do clássico. Aos nove minutos e aos dez minutos, Botafogo 2x0 - Garrincha e Túlio marcaram. E no minuto final, pressão do Vasco, erros fatais da zaga do Botafogo, eis que surgem mais gols. Aos onze minutos e vinte segundos, Romário marca, aos onze minutos e quarenta e cinco segundos, foi a vez do Roberto Dinamite e aos doze minutos e dez segundos, último chute, e Edmundo vira o placar para o Vasco da Gama. Fim do primeiro tempo e o placar marca Vasco da Gama 3x2 Botafogo.
Empolgado com seu clássico matinal, Miguel fez um belo resumo aos seus pais, como se o jogo estivesse em alguma transmissão televisiva ou radiofônica e ele fosse um profissional já de muitos anos, devido à boa desenvoltura de seus comentários.
Tudo certo para o início do segundo tempo, rolou o dadinho no tablado esverdeado, de madeira. E o jogo manteve-se do mesmo nível técnico altíssimo que foi no primeiro tempo. Chutes fortes e perigosos para as equipes. Aos sete minutos, Maurício invade a área e chuta rasteiro no canto, Acácio desvia com as 'pontas dos dedos', a bola resvala na trave e vai para fora. trinta segundos após, Odvan pega no meio e arrisca de longe. O dadinho explode no travessão e vai pra fora.
Aos onze minutos e cinquenta segundos, Romário recebe o dadinho na meia-lua e chuta forte pro gol. O goleiro 'espalma' para frente e Romário completa de cabeça para dentro do gol, no mesmo canto direito que chutou. Vasco da Gama 4x2 Botafogo.
O Botafogo deu a saída e Maurício arriscou da intermediária. O dadinho triscou o pé da trave e saiu. O apito soa e termina o clássico. O placar indica a boa vitória do Vasco da Gama por 4x2 sobre o Botafogo. Gols de Romário (2), Roberto Dinamite e Edmundo para o Vasco. Gols de Garrincha e Túlio Maravilha para o Botafogo.
E assim foi o clássico matinal do majestoso campeonato do pequeno Miguel, que sempre acontecem nos fins de semana, com jogos pela manhã e ao fim da tarde. E quanta paixão pelos bons jogos e pelo futebol de mesa que tem um menino de apenas dez anos de idade.

ESTÁDIO LAURA LOPES DA SILVA

Olá, amigos leitores. Quem gosta de jogar botão ou futebol de mesa, sempre tem mesa em casa. E nesse jogo mágico sempre viajamos em nossas fantasias. Colocamos o nome que queremos no nosso time, escalamos os craques que mais gostamos para defendê-lo. E colocamos nome(s) em nossa(s) mesa(s) como se ela(s) fosse(m) Estádio(s) de futebol.
Em minha casa sempre tive mesa para jogar e sempre sei nome aos meus 'Estádios'. Mas desde 2010 coloquei em definitivo o nome do meu 'Estádio' em homenagem à minha falecida avó, então passando a chamar-se Estádio Laura Lopes da Silva. Porém, todos os jogos que se fizeram em meu 'Estádio', serão arquivados como se já tivessem jogados com esse nome. E temos até torcedores.
Segue nesta coluna todos os resultados do Higienópolis FM no próprio 'Estádio' desde 1987 até 2014. Muitos amistosos, desafios e torneios para sempre estarmos juntos dos amigos e jogarmos o mais gostoso esporte do mundo.

1987
Amistosos
1x7 Luiz Antônio
Campanha: 1 jogo / 0 vitória / 0 empate / 1 derrota / 1 GP - 7 GC

1988
Amistosos
1x6 Luiz Antônio
Campanha: 1 jogo / 0 vitória / 0 empate / 1 derrota / 2 GP - 6 GC

1989
Amistosos
2x6 Luiz Antônio
1x1 César Ricardo
Campanha: 2 jogos / 0 vitória / 1 empate / 1 derrota / 3 GP - 7 GC

1993
Amistosos
1x7 Luiz Antônio
Campanha: 1 jogos / 0 vitória / 0 empate / 1 derrota / 1 GP - 7 GC

2012
Desafio Suburbano
0x1 Alberto Vilasbôas
0x1 Alberto Vilasbôas
1x0 Alberto Vilasbôas
1x2 Alberto Vilasbôas
0x1 Alberto Vilasbôas
0x0 Alberto Vilasbôas
Campanha: 6 jogos / 1 vitória / 1 empate / 4 derrotas / 2 GP - 5 GC

2013
Taça Eurydice Madeira
3x3 Sérgio Jr
1x2 Sérgio Jr
1x1 Sérgio Jr
1x0 Sérgio Jr
0x2 Sérgio Jr
1x0 Sérgio Jr
0x1 Sérgio Jr
1x4 Sérgio Jr
1x1 Sérgio Jr
0x1 Sérgio Jr
Campanha: 10 jogos / 2 vitórias / 3 empates / 5 derrotas / 2 GP - 5 GC

2014
Amistosos
2x1 Renato Oliveira
1x1 Renato Oliveira
0x1 Renato Oliveira
0x1 Renato Oliveira
3x3 Renato Oliveira
Campanha: 5 jogos / 1 vitória / 2 empates / 2 derrotas / 6 GP - 7 GC

1ª Copa Gabisa
0x1 Fernando
0x0 Márcio 'Niterói'
1x0 Paulo
2x0 Marcelo Rego 'MGR'
1x2 Raniere
Semi-Final
0x2 Sérgio Jr
Decisão 3º Lugar
2x0 Márcio 'Niterói'
Campanha: 7 jogos / 3 vitórias / 1 empate / 3 derrotas / 6 GP - 5 GC

UM DUELO DE PESO!

Mais uma vez venho contar sobre um duelo de muitas risadas e muitas histórias boas! Assim se define meus confrontos contra um dos meus melhores amigos e um grande ídolo e conselheiro, um rapaz chamado Márcio Maia.
Conheci o Maia pessoalmente em 2005, quando eu jogava pela A. A. Portuguesa e ele tinha acabado de montar o departamento de Futebol de Mesa no River Futebol Clube recentemente e antes disso, só o conhecia por histórias e boatos. Só que prefiro conhecer a pessoa na conversa olho no olho, aí sim tiro as minhas conclusões sobre o ser humano.
E não poderia tigoer melhor impressão! O cara é um baita amigão, é um doce de pessoa e  muito comédia. Polêmico na medida certa, muitos aí ainda acreditam que ele possa ajudar e todos o respeitam e aceitam ajudá-lo.
Bom, contando as histórias de nosso confronto, sendo certo que os duelos sempre foram caseiros, sempre em amistosos dentro do River ou em Ligas.
Nunca nos enfrentamos em nada organizado pela federação. Mas nada que impeça que nossos jogos tenham overdeses de alegria e muita palhaçada e brincadeira. Nada que influencie no resultado, mas mesmo assim o cara joga muito.
E o melhor: o cara é humilde, amigo, sempre procura ajudar a todos ao seu redor. Basta só retribuí-lo com educação, amizade, respeito e humildade.
E isso é só 1% do que se tem para contar para a história da humanidade. Agradeço muito a Deus por tê-lo como amigo, esse cara tão especial.

COMEÇA A TEMPORADA 2015

Olá, caros leitores amigos. Ano novo, temporada nova e novas expectativas para uma temporada longa e difícil! Nosso Estádio está reformado e o CT em stand by. E treinamento pesado neste mês de janeiro, já que estou de férias no trabalho. Tudo a favor para uma melhor temporada.
Porém, os primeiros amistosos-treinos no River não foram conforme eu queria, mas a parte positiva é que eu venho mantendo o ritmo de jogo. Fim deste mês tem o Campeonato Brasileiro de Equipes e o Estadual Individual (RJ) começa em março.
Treinos fortes e muitos amistosos neste mês de janeiro, pois quero chegar em março a ponto de bala para ficar entre os quatro primeiros e já subir para a Série A do Estadual (RJ). Portanto, já estou marcando os amistosos para a sede do Higienópolis FM e indo aos treinos do River FC, já que o nível é o melhor possível.
É isso aí, amigos! Até a próxima coluna com novas informações e mais diversão!

RESUMO 2014

Caros amigos, mais uma coluna escrevo para mantê-los informados e divertir por alguns instantes. Terminou o ano de 2014, um ano esquisito para muitos. Mas que terminou bem e com excelentes notícias e alguns planejamentos já em andamento e dando certo, nos mostrando que este ano de 2015 será muito melhor e cheio de surpresas boas.e tática
Consegui ajeitar a minha casa e arrumar um lugar para o 'novo' Estádio do HFM e já estamos treinando para buscar os resultados planejados e melhorar a qualidade técnica e tática. Faremos amistosos e torneios paralelos ao longo da temporada, em nosso Estádio, para manter o entrosamento e o equilíbrio entre os 'jogadores' principais do plantel.
Não haverá moleza, treinos de todos os tipos e em todos os setores - como dito acima: equilíbrio e entrosamento. O plantel está definido, mantivemos a base desde 2013 e os reforços vindos até o meio de 2014, mas ainda virá reforços neste ano de 2015 para somar à equipe e buscar os resultados planejados para a temporada.
Terminamos a temporada 2014 e o HFM fez um bom trabalho, mesmo disputando apenas a 1ª Etapa do Campeonato Estadual. Internamente ifoi ótimo. Terminei o ranking das Copas Internas em 12 º lugar e no ranking dos Piratões em 11º lugar. Quebramos recordes pessoais e que nos dará inspiração para a próxima temporada quebrar os recordes desse ano de 2014.
Então vamos aos treinos e dedicação total. Avante Higienópolis!

JOGANDO CONTRA O SANTOS DO AURÉLIO!

Bom, vocês sabem que temos muitas histórias para contar nesse mundo mágico do futebol de mesa. E esta é a que eu mais gosto de contar e vivenciar (pois ainda nos enfrentamos).
Jogar contra o sr Aurélio é uma honra imensa e a certeza de muita risada. Lembramos de quando nos conhecemos, dos torneios que disputamos em diversos lugares, de outros colegas que são engraçados ou que não temos afinidade, enfim, muitas histórias que surgem em nossas conversas.
Porém, rimos muito de cada jogo que nos enfrentamos, pois alguns 'jogadores' do seu poderoso Santos, craques da época de Pelé e que ainda continuam craques nas mãos do 'Navalhada'. Mesmo transformados em jogadores diferentes, os botões!
Craques da década de 1960 como Pelé, Coutinho, Carlos Alberto Torres, Dorval, Pepe, Rildo e o meu carrasco: Mengálvio! Um time de respeito, ainda mais quando o Aurélio vem com seus chutes tipo 'navalhada'! E mesmo ganhando ou perdendo, sou vítima dos gols do Mengálvio, do Coutinho, do Pepe e do crioulo que joga muito - o Pelé!
O 'Navalhada' ri muito toda vez que vem ao ataque, quando me enfrenta. Pois toda vez que pede pra chutar, eu comento: "Ah, não! Lá vem esse cara! Ele só faz gol em mim! Quem é esse mesmo? Mengálvio, né?" Me refiro sempre ao Mengálvio desse jeito por sempre marcar gols em mim, quando enfrento o 'Navalhada'.
E ele é o artilheiro deste poderoso time do Santos, conduzido magnificamente e em uma magia imensurável por um dos maiores craques da história do dadinho e do futebol de mesa do estado do Rio de Janeiro e do nosso clube, o River Futebol Clube.
E ainda lembramos de um conhecido atleta do meio botonístico, que insiste em dizer aos quatro ventos, que foi ele quem ensinou o 'Navalhada' e seu filho, Marco Aurélio, a jogar futmesa! Histórias que só quem vive no meio é quem pode contar!