UM POUCO DA HISTÓRIA DOS BOTÕES GULLIVER


Os botões Gulliver tiveram sua melhor fase na década de 80, apesar de já serem comercializados desde as décadas de 60 e 70. O fundador da Empresa, Sr. Mariano Lavin Ortiz teve a idéia de prestar uma homenagem a antológica literatura de "As Viagens de Gulliver" e então denominou a empresa de GULLIVER MANUFATURA DE BRINQUEDOS.
A empresa, na década de 80 chegou a contabilizar 150 mil vendas de times de botão e era um atrativo com preço muito barato e compravámos nas lojas de armarinho. 
Me lembro perfeitamente que quando garoto, recebia tarefas para fazer de minha avó e quando ela dava um "dinheirinho" partia para a loja e comprava um time Gulliver. 

Naquele tempo, ter um vídeo game não era um atrativo tão acessível como é hoje e os garotos em que suas famílias tinham melhores condições financeiras brincavam com seus games, enquanto o restante travava intensas partidas de futebol de botão com os times da Gulliver.



Com o tempo a brincadeira foi se tornando uma prática as portas da extinção e com a profissionalização do futebol de botão como esporte oficial, a necessidade de adaptar botões especiais e mais profissionais para suportar a atualização das regras era eminente e de certa forma não há como negarmos que hoje o Jogo de Botão, por atender uma demanda muito grande de colecionadores e a especificidade do material, é uma prática cara, pois os botões com um nível profissional de jogo, são de um elevado custo.

Os botões Gulliver, lógico num ritmo muito inferior aos do passado ainda são fabricados e comercializados. Na copa de 2010 a Gulliver lançou uma coleção de botões interessante com medidas oficiais e um nível de jogo bem melhor que outros fabricantes na internet de mesma natureza, como a Klopf por exemplo, e com um custo baixo também, mais não tão fáceis de se adquirir. 

Abaixo segue alguns botões com essa configuração, e sabemos que todo esporte tem a sua história, seu ponto de partida, por mais que o dadinho, a bolinha ou a pastilha possa encontrar a emoção nos botões de ficha, madre-pérola, resinados ou outros materiais de ponta, os botões Gulliver tem seu cantinho guardado no coração de todo botonista.




DO FUTEBOL DE BOTÃO AO FUTMESA

O futebol de mesa mesmo antes de ter se tornado esporte oficial já possuía clubes organizados e foi a evolução dessa organização que desenvolveram-se por todos os Estados as Federação, nas mais diversas modalidades (Dadinho, pastilha, bolinha).
As regras oficiais se espalharam por todos os lados e os adeptos dessa arte cada vez mais esbanjam criatividade e organização. Pena que mesmo assim não há muitos praticantes e de certa forma o formato atual do esporte ainda é desconhecido por muitos.
Muitas pessoas não jogam futmesa por não conhecerem e às vezes quando falamos de futebol de botão, muitos associam à prática de uma brincadeira de infância que inclusive no entendimento deles já se extinguiu há muito tempo, e quando mostramos os materiais atuais muitos assustam por não acreditar que houve evolução daquela brincadeira de infância para um esporte de princípios.
Fora o youtube e alguns meios de comunicação que às vezes elaboram matérias sobre o assunto, nunca foram televisionados um jogo de dois praticantes de alto nível. 
Os games realmente contagiam os jovens, e muitos adolescentes deixam de olhar para outras práticas, o que é um impacto na renovação dos jogadores do futmesa. 
Outro aspecto que é importante salientar é que como não há lojas que vendem mais materiais de botão como antigamente, e hoje os praticantes do botão são na realidade ilustres colecionadores também e muitos dos materiais que se fabricavam os botões nem se encontram mais, como o galalite por exemplo e materiais contemporâneos como madrepérola,o acrílico maciço e outros são de um elevado custo, tornando uma prática de certa forma cara.

Meu objetivo quando montei o blog do Higienópolis F. M. foi não se prender em um estilo único de material, mas sim promover a expansão e divulgação dessa prática saudável para que faça predominar a amizade, a integração e a vontade de jogar com os mais variados estilos de botões, desde os mais antigos até os mais atuais. 
Hoje, nossa sociedade está comprometida com o stress urbano e, para mim, jogar futmesa é, sobretudo, um momento de tranqüilidade e equilíbrio onde temos a oportunidade de fazer novos amigos e contribuir para que o esporte possa não somente sobreviver e evoluir, mas também resgatar àqueles que tenho certeza que terão o prazer em pegar na paleta novamente e arriscar as jogadas de pura simplicidade e qualidade.

DE VOLTA À FEDERAÇÃO E JÁ PREMIADO COM O 4º LUGAR.

Após um ano sem participar de uma competição oficial por equipes, o River FC decidiu voltar à FEFUMERJ. E após cinco anos sem estar federado, o Higienópolis F. M. (Rafael Lauria) volta filiado ao River FC. Nosso primeiro compromisso foi o 5º CAMPEONATO BRASILEIRO DE DADINHO - 2013.A equipe seguiu para o Salão Nobre da AABB confiante, mas, sabendo das limitações inerentes de quem estava sem jogar um torneio oficial a algum tempo. O consultor técnico "PEP BATHERA GUARDIOLA" escalou o time para o primeiro dia de competição com uma novidade: JUNINHO (Maia Jr). Nosso "Picollo Bambino" sentiu um pouco a estréia, mas, se saiu muito bem. 
Conforme já havia dito nos treinos, Marcos ‘BATHERA’, usaria algumas formações nas primeiras rodadas para que o máximo de atletas possíveis pudessem entrar e se acostumar com a competição.
O outro objetivo seria de poupar alguns atletas de um possível desgaste tendo em vista tratar-se de uma competição longa. O que deu certo para alguns atletas, pode não ter dado para outros. No geral, os resultados após as substituições foram bastantes satisfatórios. O River FC terminou o primeiro dia em 4º lugar.
Para o segundo turno, BATHERA voltou com o esquema tradicional de escalação, ou seja, o atleta jogando partidas seguidas. Os destaques Riverense foram MARCINHO com 15 vitórias e MARQUINHO com 14 vitórias. O estreiante RICARDO MENDONÇA foi muito bem, ajudando o River FC com 9 vitórias. E, como no primeiro dia, o River FC permaneceu em 4º lugar, mas, sempre colado nos líderes e com grandes chances de obter uma colocação melho, que só não aconteceu por alguns detalhes. Terminamos a competição com a sensação de poder ter feito melhor, mas, com o sentimento de dever cumprido, pois, representamos da melhor maneira possível nosso clube. Participaram da equipe Riverense: MARCINHO, MARQUINHO, ANDRÉ, RICARDO MENDONÇA, LOPES, JUNINHO, ELSIO, ISRAEL, GABRIEL, AURÉLIO, ADRIANO, CLAUDIO LATINO, RAFAEL LAURIA (HIGIENÓPOLIS F. M.), MAIA e CHIQUITA.
Estiveram também ajudando na logísitca: ISRAEL, GABRIEL, AURÉLIO, ADRIANO, CLAUDIO LATINO e RAFAEL LAURIA.
(Em 03/02/2013)

QUEM VÊ CARA, NÃO VÊ IMAGINAÇÃO - CÁ COM OS MEUS BOTÕES

Sempre que possível, não dispenso um joguinho de botões com os amigos. Temos até uma sala num clube da cidade, onde nos reunimos regularmente para as mais acirradas disputas.
As peças de jogo, que antigamente eram tampas de relógios e botões extraídos sorrateiramente dos capotes de nossos avós, hoje são feitas em acrílico, torneadas e polidas. Uma beleza. As mesas de jogos, sobre cavaletes, dão lugar a verdadeiros clássicos. Dizer jogo de botão é forçado hábito, a denominação oficial é Futebol de Mesa. Ao praticante damos o nome de botonista. A modalidade é reconhecida pelo Conselho Nacional de Desportes e administrada pela Federação. Tudo organizado e muito sério.Mas, a despeito de qualquer seriedade, o jogo proporciona, inclusive aos marmanjos, fantasias sem limites.
Estou falando, por exemplo, dos botões que deslizam sobre o tablado transformados nos craques de nossa preferência, sejam eles da época atual ou de um passado distante. O goleiro está longe de ser um simples retângulo de acrílico; estica-se como borracha para arrebatar a bola, pelo menos na imaginação, e isso é o que importa. Falar que a bolinha bateu sobre o botão e saiu para fora da mesa seria, no mínimo, leviano. O melhor é reconhecer que foi uma admirável intervenção de cabeça com o desvio da bola para a lateral do gramado. Ah! Fantástica imaginação. A propósito, vou contar-lhes uma história: Não faz muito tempo participei de um torneio onde meu grupo enfrentou jogadores de outro clube. Meu adversário, um senhor de seus quarenta anos de idade, aguardava minha presença junto à mesa de jogo enquanto limpava mecanicamente seus botões com um pedaço de flanela surrada.Cumprimentou-me secamente e voltou a cuidar de seu time.As outras mesas já estavam ocupadas pelos demais botonistas e os jogos foram iniciados poucos minutos depois. Tive que reconhecer o bom desempenho do meu adversário.
Habilidoso nos toques e preciso nos arremessos, abriu uma vantagem de dois gols no primeiro tempo. Durante o jogo, e mesmo no intervalo, não teceu comentários e tampouco demonstrou qualquer tipo de emoção, mesmo diante dos gols conquistados. Com o jogo quase por terminar, meu carrancudo adversário, tão frio quanto seus botões, prestes a conquistar uma vitória por uma diferença de três gols, permanecia impávido. Não movia um único músculo da face. Acostumado às eufóricas manifestações de meus amigos diante das mais simples jogadas, sentia-me pouco a vontade com sua postura grave, a qual sugeria o completo embotamento da imaginação, da fantasia e do entusiasmo. Tão logo terminou o jogo, para a minha surpresa, ele abriu um largo sorriso. Parecia aliviado de uma grande expectativa. Depois,voltando-se para mim, falou com um suspiro: — Acho que eles se redimiram de seus erros. — Quem? — perguntei sem entender.Com um movimento de cabeça ele indicou seus botões ainda espalhados sobre a mesa e esclareceu: — Nos meus últimos cinco jogos não ganharam uma partida sequer. Este aqui, por exemplo, o meu melhor atacante, perdeu mais de 20 ou 30 gols. Quando mais se precisa deles, não correspondem. Ainda que a contra gosto estava pensando em trocá-los, mas talvez não seja mais necessário. — Acho que hoje recuperaram o prestígio — comentei com humor, sem poder acreditar em tão inesperada transformação. — Sem dúvida, embora o goleiro tenha ajudado bastante, principalmente naquela última defesa com as pontas dos dedos — concluiu satisfeito, recolhendo seus botões e dirigindo-se calmamente para uma outra mesa. Haja imaginação — “pensei com meus botões”.

PROJETO SOCIAL

Vem aí o Projeto Social, para crianças e adolescentes, que vai animar Higienópolis e lembrar os tempos de criança e adolescente de muito marmanjo "velho", o futebol de mesa (ou jogo de botão)



Aguardem!

UMA PERGUNTA QUE NÃO TEM RESPOSTA

Meus amigos, escrever essa coluna não é fácil, pois a cada semana devo abordar um tema referente ao nosso esporte e após algumas colunas a coisa fica bem difícil. Para me inspirar, procuro em minha memória temas vividos e que trariam lembranças aos dias atuais. E faço isso enquanto caminho pelas ruas de Higienópolis, aqui na Cidade Maravilhosa. Geralmente, são vários quilômetros entre a ida e a volta, que permitem que meu pensamento dê algumas voadas pelo tempo e pelo espaço.
Hoje, ao iniciar a minha jornada, procurei dar tratos à bola e fiz uma pergunta dificílima. Quem foi o inventor do futebol de mesa?
Confesso que já havia tentado decifrar esse enigma monstruoso, mas nunca me ative a detalhes sobre a sua criação e evolução. Ao voltar ao meu lar, abri meus arquivos e me pus a conferir todo o material que havia coletado.
Procurei um texto de autoria do botonista Enio Seibert, criador da Regra Unificada, onde apresenta uma foto feita em Londres, em 1910, remetida pelo sérvio Milos Krstic, na qual dois senhores aparecem diante de uma mesa, pela qual se pode observar dois times preparados para jogar. O impresso “LEADER” nos fornece a impressão de que os ingleses inventaram o futebol de campo e, possivelmente, a variante denominada futebol de mesa.
No mesmo texto há uma tese de Marcelo Coutinho, do Bangú - RJ, cuja linha de raciocínio nos expõe:
- Numa época da humanidade em que não havia automóveis e aviões, onde as comunicações mundiais eram escassas, marinheiros teriam trazido da Europa, simultaneamente com o futebol de campo, entre 1900/1910, uma concepção rudimentar do jogo de futebol de botão, introduzindo-o nas cidades portuárias da costa brasileira.
Como os botões eram baratos e relativamente fáceis de conseguir, a adesão foi imediata e a garotada passou a divertir-se, praticando um futebol mais acessível do que o caríssimo futebol, cujas bolas, chuteiras, camisetas deveriam ser importadas, pois nada necessário à prática do futebol era fabricado em nossa terra. Marcelo acredita que os jogos teriam começado a ser disputados nas primeiras décadas do século passado, mais ou menos ao mesmo tempo, em vários lugares, o que leva a crer em uma geração espontânea, pois a idéia em si não é muito difícil de ser imaginada.
Em seu texto, o exímio botonista Enio continua divagando, afirmando que as primeiras partidas de futebol de botão foram jogadas sobre as calçadas, pisos de granítica, cerâmica ou mármore e assoalhados de madeiras das casas e, mais tarde, para as mesas de jantar das residências. Nelas, poderiam ser jogadas partidas, estando os botonistas em pé e não mais rastejando, agachados no chão, esfolando os joelhos e pernas, forçando a coluna vertebral, causando com isso dores nas costas.
Em muitos relatos escritos sobre o futebol de mesa, é afirmado que seu inventor foi Geraldo Décourt, como publicado na obra: Futebol de Botão, uma paixão nacional, de Marcelo Minuzzi.
Como tive a felicidade de privar da amizade de Décourt e com ele conviver durante algum tempo, muitas vezes abordamos esse assunto e, constrangido, afirmava que jamais gostaria de ser rotulado como o inventor desse esporte, uma vez que, aos dez anos de idade, conhecera os irmãos Higino e Francisco Magini, que o ensinaram o futebol de botões, tendo jogado pela primeira vez na escadaria da Rua Visconde de Paranaguá, onde morava no número 40. Depois, conseguiu sua primeira mesa envernizada e, em sua residência, organizaram campeonatos com Mario Salorenzo, José da Silva, Rudolf Langer, Oscar Vieira e Jaime Ferraz. Sua contribuição valiosa foi a confecção, em livreto, da Regra de Foot-ball Celotex, em 1930, regra essa vendida em banca de jornal e revistas. Cita ainda que, na época do celotex, Carlos Hélio Portugal da Cunha o impediu de ser tri-campeão carioca, vencendo-o por 3 x 1, jogando com perfeição e lealdade.
Foi nessa mesma época que o carioca Getúlio Reis e Faria adquiriu um exemplar da regra e passou a utilizá-la em sua associação (Liga Carioca de Futebol de Botões), onde vários rapazes disputavam ferrenhos campeonatos. Um desses rapazes era o conhecidíssimo Costinha, exímio botonista. Getúlio sempre alimentou o desejo imenso de conhecer Décourt, coisa que aconteceu somente cinquenta anos depois de haver adquirido o exemplar da regra publicada, em um encontro no Rio de Janeiro, onde os dois botonistas defrontaram-se na Regra Brasileira, pois Getúlio foi um dos primeiros a aderir a ela. Para Décourt ter condições de disputar essa partida, enviei-lhe uma seleção italiana, com botões azuis, chuteira branca e com o distintivo italiano.
Defendendo a tese da geração espontânea que Marcelo apresentou, vamos observar que em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, no ano de 1941, Lenine Macedo de Souza cria a Sociedade General Lima e Silva, com uma dezena de rapazes.
No Rio de Janeiro, o jornalista Fred Mello, em 1945, cria a regra que ficou conhecida como leva-leva (toque-toque com número ilimitado de toques), ainda hoje praticada em jogos não oficiais.
Em 1961, o mesmo Lenine Macedo e Souza, criador da Regra Gaúcha, funda a primeira organização reconhecidamente voltada ao futebol de mesa, denominada Federação Riograndense de Futebol de Mesa. Num esforço incomum, Lenine ajuda a criação da Federação Paulista e a Federação Mineira no ano seguinte, tentando introduzir a Regra Gaúcha, sem obter sucesso.
Se, em 1961, é criada a Federação Riograndense, em 1962 é criada a Liga Baiana de Futebol de Mesa, que reuniu os diversos clubes de bairros de Salvador em uma associação que regulava as competições. Isso nos leva a crer que o futebol de mesa baiano era disputado há algum tempo. Em 1962, as mesas eram idênticas às atuais da Regra Brasileira. Pouco tempo depois, começou a disputa dos torneios denominados Nordestões, que reuniam diversas entidades estaduais em um local, tendo o primeiro sido vencido pelo baiano Webber Seixas, de saudosa memória.
Se realmente o futebol de mesa veio até nós, através de marinheiros, podemos afirmar, sem dúvida alguma, que nosso esporte é centenário, pois a primeira publicação que conhecemos data de 1910, através do impresso “LEADER”, convocando os britânicos para um campeonato. Sabemos que o futebol de mesa está forte e vibrante na Europa, Ásia e América, mas desconhecemos a sua origem, o seu nascimento, a primeira pessoa que teve a brilhante idéia de imaginar o futebol sendo jogado com botões. Se essa pessoa imaginasse a grandiosidade que essa invenção ganharia no decorrer do tempo, com certeza teria patenteado a invenção, fazendo com que seus descendentes se tornassem milionários.
Por essa razão, defendo a variedade de maneiras de praticá-lo, pois é um esporte que, apesar de ser conhecido internacionalmente, é cometido regionalmente de formas diversas. Se enumerássemos todas as regras aplicadas somente em nosso país, com certeza ficaríamos abismados com o seu número. Por isso, eu acredito que a alegria que temos exercitando o “nosso futebol de mesa” não deve ser contestada por ninguém, pois cada um é feliz a sua maneira.
E é feliz quem joga botão, pratica futebol de mesa, vibra e sofre com suas vitórias e derrotas e, sobretudo, faz amigos que se tornam irmãos. Que o futebol de mesa continue para todo o sempre, e que um dia possamos descobrir quem foi o grande benfeitor que o inventou, pois hoje é uma pergunta sem resposta.

HÁ UMA LUZ NO FIM DO TÚNEL

Olá, amigos botonistas. Há algumas colunas passadas, escrevi que o Futebol de Mesa vai acabar. Em tese, há uma verdade nesta matéria que publiquei. Mas, há uma luz no fim do túnel. E para contradizer este que vos escreve. Pois meu próprio filho (foto acima e foto abaixo) mostra que posso me equivocar com minha opinião até já publicada neste charmoso blog.
Como já ocorre em vários clubes, inclusive no River F. C. (o qual faço parte), há crianças no Dptº de Futebol de Mesa. E crianças que evoluem com bastante rapidez, chegando ao nível altíssimo de muitos adultos consagrados no meio do Futebol de Mesa. Me perdoem as outras "crianças", mas pelo meu "afastamento" de competições a nível estadual, vou citar uma criança "caseira" que corresponde muito bem ao que falo sobre sua evolução no Futebol de Mesa: o Maia Jr. O Juninho está jogando muito bem, um futebol de mesa fino, envolvente, de dar gosto de se ver e de dar inveja a muitos marmanjos. Não deve nada a muita gente. Treina com disciplina e bate de frente com os mais cascudos do clube, inclusive seu pai, o famoso Maia (um excelente jogador). Esse garoto promete e vai longe.
Eis que surge uma luz no fim do túnel, contradizendo este nobre colunista (graças a Deus, não é?) e nos enchendo de orgulho e esperança, para que não se acabe o tão charmoso esporte/hobby das pessoas deste Brasil imenso. Não vamos perder para os jogos eletrônicos e nem para a violência. Todos juntos para a eternização do esporte/hobby mais charmoso do Brasil: o Futebol de Mesa (ou futebol de botão).
Vejam as gerações de botonistas: Miguel, de 2 anos e, ao fundo, Ricardo Nunes, com mais de 50 anos

POR FAVOR: FALEM DO FUTEBOL DE MESA NA IMPRENSA ESPORTIVA

Hoje (06/10/2012), por curiosidade, abri as páginas do site Terra que dá cobertura a todos os times da série A do Campeonato Brasileiro. A princípio, era uma curiosidade sobre a dança dos jogadores, mas fui me atendo às anotações sobre a história e conquistas. E isso tudo me levou a uma página onde descrevem as atividades de todos eles, afinal, não é só o futebol que atrai os seus associados e simpatizantes. Os grandes clubes brasileiros mantêm departamentos diversificados, praticando enorme diversidade de esportes. Uns têm equipes de vôlei, basquete, remo, futebol de salão, hóquei, natação e diversos esportes relativos à água e, pasme, tênis de mesa. Nenhum fala, em seus departamentos, de futebol de mesa. Será vergonha?

Já participei de campeonatos em que, equipes do Vasco da Gama, Flamengo, Fluminense, América, Portuguesa Carioca estiveram presentes, com seus uniformes tradicionais. Estes departamentos, pertencentes aos clubes, mantêm blogs, nos quais é falado sobre futebol de mesa. Todo mundo sabe disso e, por qual razão não são mencionados no rol dos esportes que são praticados?
Vergonha ou omissão? Afinal, nosso esporte é reconhecido pelo CND e pode ser mencionado tranquilamente, atraindo esportistas que o admiram. Não passou isso pela cabeça de seus departamentos de marketing? Não seria uma oportunidade de aumentar o número de associados contribuintes aos clubes?
Eu acredito que ainda exista o antigo preconceito de que o futebol de mesa é esporte de crianças. Pessoas desavisadas devem de ser alertadas para a quantidade de cabeças brancas que ficam horas ao redor de mesas, jogando, lutando pela vitória, alimentando o seu ego de botonista. Não se deram conta, também, que se divulgado fosse o departamento, haveria atração da garotada que teria de redescobrir o futebol de botões e com isso aprender regras, desportividade, fazer amigos em ambiente sadio, longe de drogas e outros males que infestam a juventude atual.
Mas isso não acontece somente com os clubes que amparam o nosso esporte. Qual o jornal em nosso território que abre suas páginas para cobrir alguma promoção? Para conseguir, por misericórdia, um espaço na página de esportes, temos de nos fazer valer de amizades, implorar e carregar jornalistas para as nossas promoções. Mesmo assim, são notinhas que publicadas uma vez encerram a responsabilidade de informar.
Vergonha ou omissão? Afinal, nosso esporte é reconhecido pelo CND e pode ser mencionado tranquilamente, atraindo esportistas que o admiram. Não passou isso pela cabeça de seus departamentos de marketing? Não seria uma oportunidade de aumentar o número de associados contribuintes aos clubes?
Eu acredito que ainda exista o antigo preconceito de que o futebol de mesa é esporte de crianças. Pessoas desavisadas devem de ser alertadas para a quantidade de cabeças brancas que ficam horas ao redor de mesas, jogando, lutando pela vitória, alimentando o seu ego de botonista. Não se deram conta, também, que se divulgado fosse o departamento, haveria atração da garotada que teria de redescobrir o futebol de botões e com isso aprender regras, desportividade, fazer amigos em ambiente sadio, longe de drogas e outros males que infestam a juventude atual.
Mas isso não acontece somente com os clubes que amparam o nosso esporte. Qual o jornal em nosso território que abre suas páginas para cobrir alguma promoção? Para conseguir, por misericórdia, um espaço na página de esportes, temos de nos fazer valer de amizades, implorar e carregar jornalistas para as nossas promoções. Mesmo assim, são notinhas que publicadas uma vez encerram a responsabilidade de informar.
Sempre que surge uma reportagem sobre o futebol de mesa, imagino a luta que o abnegado botonista efetuou, no sentido de informar aos demais botonistas sobre a competição. No entanto, quando uma personalidade artística joga uma partida de botão, a cobertura é imediata e a exploração fotográfica é mostrada a todos os seus fãs. Tenho um amigo, praticante de futebol de mesa que, em determinado campeonato, convidou ao grande Oscar (do Basquete) para participar. Se ele estivesse presente, com certeza a cobertura do certame seria vista em todos os quadrantes do país. Infelizmente, por compromissos profissionais, o grande Oscar não pode comparecer, agradecendo a honra do convite.
Hoje em dia, diversos blogs sobre o nosso esporte surgiram para suprir essa lacuna imensa que existe. Mas, mesmo assim, acredito que isso seja pouco, pois para crescermos como esporte, teríamos de ter um noticiário em jornais diários, visto que o número de competições, na atualidade, é imenso. Em todos os cantos de nosso país joga-se futebol de mesa. São campeonatos diversos, jogados em clubes, promoções de Federações, reunindo botonistas em competições em nível estadual e uma Confederação que realiza competições nacionais.
Há algum tempo, realizou-se no Rio de Janeiro um Campeonato Mundial. Por acaso houve divulgação através da mídia? Que eu tenha tomado conhecimento, nenhuma. A comunicação foi através dos diversos blogueiros que amam esse esporte e que se esforçam em diminuir as distâncias, trazendo notícias sobre as competições.
Muitos blogs não mantêm atualização diária, pois os responsáveis têm outras atividades e delas não podem ficar afastados. Quando sobra um tempinho, atualizam, mesmo que com algum atraso. Diariamente, leio diversos deles, pois assim me atualizo e acabo fazendo novas amizades.
Pensem nisso, fazendo pressão para ver se conseguimos modificar o pensamento dos redatores esportivos de nosso país.

FUTEBOL DE MESA: O ESPORTE DOS ADULTOS.

Como costumo fazer, lendo os diversos blogs sobre nosso esporte, fiquei curioso com o título que o Ricardo Meni, de Jaboticabal (SP), utilizou para o seu artigo no FUTMESA BRASIL:
“Por que “gente grande” é fascinada pelo futebol de botão?
Como todos os seus artigos são muito bem elaborados, esse não foi diferente e são abordadas, nele, as justificativas que levam pessoas com cabelinhos grisalhos, com filhos e netos, a se dedicar ao mesmo esporte que praticava em seus tenros dias.
Eu penso, em adesão a ele, que há uma mística que percorre, juntamente, com o sangue, o nosso corpo e alimenta o nosso espírito. É algo indescritível que ninguém jamais será capaz de explicar, pois transcende à explicação. Amamos o futebol de mesa e nele voltamos a ser os mesmos meninos que fomos há muito tempo. E, conosco, estão as pessoas que entraram em nossa vida por uma razão de convivência e continuam trilhando a mesma estrada.
Portanto, esse fascínio pelo futebol de mesa não é só nosso.
Será pela glória essa luta? Não sei. Acredito que, nessa fase da vida, a maior conquista está nas amizades conquistadas, que mantemos desde nossos primeiros chutes, pelos novos amigos que surgem, com vontades idênticas à nossa. Os amigos que nos viram dar os primeiros chutes e que continuam conosco são irmãos, pois o tempo consolidou e evoluiu de amizade para irmandade. Quantos meninos começaram a jogar comigo e hoje são avós? Já perdi a conta, mas, para eles, eu continuo sendo aquele mesmo moleque que, ganhando ou perdendo, saía feliz do encontro.
Muitos, entretanto, já nos deixaram, semeando saudade em nosso coração. Restam-nos as fotografias de tempos memoráveis, em que juntos, fascinávamo-nos, como se dirigíssemos dois grandes clubes que disputam o campeonato brasileiro, ou o inglês, ou o italiano e alemão. Em nossas mãos estavam os craques que embalavam nossos sonhos. E quando, por sorte, caía em nosso poder um troféu, a felicidade estava completa. Era mais um para colocar na estante que construíamos com pedaços de madeira em nossos quartos.
O futebol de mesa deixou o futebol de botões no passado. Tornou-se grandioso e até se profissionalizou parcialmente. Sim, visto que os grandes clubes brasileiros custeiam as despesas de seus atletas, com a obrigação de levantarem troféus e destinarem ao clube. E, nisso, paulistas e cariocas estão dando de cem a zero nos outros estados. E não há limite de idade nesses clubes, pois são organizados campeonatos nas diversas fases da vida. São diversos campeonatos disputados dentro de uma associação e que premiam todos os seus participantes. Mas, o mais divertido de todos, é o máster. São todos os disputantes portadores de cabelos brancos que jogam pelo amor ao futebol de mesa e que se divertem jogando. E, em cada encontro desses, mais amizades são formadas. Pessoas que conhecemos de nome, que surgem à nossa frente como se saíssem de um livro de história e que nos conhecem da mesma forma. E nasce mais uma amizade, uma amizade madura e cheia de boa vontade e carinho, pois não temos mais aquela ansiedade de vencer tudo e todos. Hoje, o que mais queremos é ter amigos e amigos que gostem daquilo que gostamos.
Talvez, seja isso, Ricardo Meni, a fascinação que a “gente grande” tem pelo futebol de botões.

RECEITA DE UM GRANDE CAMPEÃO

Na noite do dia 26 de junho, a SPORTV apresentou um programa que relembra a primeira grande conquista do GUSTAVO KUERTEN, o nosso Guga. O nome do programa era Guga – 15 anos de Roland Garros.

Eu sempre admirei a força e a vontade imensa desse catarinense e, na sua despedida, escrevi em e-mail, comentando:

“Obrigado, GUGA,
A sua origem brusquense, além de nos mostrar seu caráter, valorizou essa cidade de Santa Catarina, que adotamos e amamos, transformando-a em nossa segunda cidade natal. Que todos sigam o exemplo desse grande rapaz catarinense que mostrou ao mundo que a vida é simplesmente sucesso se você sabe ser humano. Guga é humano e correto. Guga é imortal. Permanecerá, para sempre, em nossas lembranças, para honra e glória de todos os que tiveram a felicidade de nascer nessa terra, e aos que a adotaram por paixão.”

Em sua entrevista, marcada por risadas descontraídas, explicou que a sua colocação no ranking não lhe permitia sonhar muito alto. Que pela posição ocupada, a 63ª, vencer alguns jogos já seria um feito inesquecível. Além disso, vinha de uma série de insucessos, pois, nas últimas cinco partidas, só conseguira vencer uma.

Só que havia um sonho. Ao entrar pela primeira vez naquele mesmo local, aos quinze anos, ele descobriu que era aquilo que queria para a sua vida. Sonhava em vencer Roland Garros e assim escrever seu nome na história, de forma inédita entre nós.

E iniciou sua jornada contra um adversário mais qualificado e venceu. Venceu ao segundo e foi assim até encontrar, na semifinal, o campeão do ano anterior. Pensou que ter chegado até aquele ponto já seria algo inesquecível. Mas, com a força de seu sonho, com o incentivo de seu treinador, conseguiu forças para vencer mais esse adversário poderoso. Restava apenas a final. E, nela, Guga fez a sua melhor apresentação dentre as tantas que já realizara em sua caminhada. Venceu por três sets a zero. Chorou com o lindo troféu de campeão que, pela primeira vez, um atleta brasileiro erguia.

Essa é a receita que quero deixar aos meus queridos companheiros do River. É sonhando que podem chegar ao topo, ao título de campeão brasileiro individual, que vocês conseguirão conquistar essa glória que ainda não possuímos.
Sinceramente, eu acredito no sucesso e que vocês têm a capacidade e jogo suficientes para conseguir fazer a mesma coisa que o Guga. Imaginem-se vencendo cada um de seus adversários, usando a sua força interior, sua vontade, sua coragem e jogando da maneira como o fazem em cada partida realizada em nossa sede.
Esqueçam as adversidades, as dificuldades que aparecerão no caminho. Elas vão existir para todos, não só para vocês. Sintam-se poderosos e ficarão surpresos com a força que sairá de dentro de cada um. Lembre-se que o maior aliado de cada um de vocês é você mesmo. Quando vocês se conscientizarem disso, não haverá força no mundo capaz de detê-los. E será nesse momento que o jogo ficará fácil, administrável e propício ao que vocês se propuseram. Sigam, sempre, com vontade imensa de vencer, de ser o campeão, de ser o melhor, de escrever o seu nome com letras garrafais nos anais da glória de nosso esporte.
Se ninguém disser a vocês que é impossível conseguir atingir e realizar seu sonho, vocês conseguirão facilmente. Pensem positivo, não pensem nas dificuldades, pois elas existirão para seus adversários na mesma proporção que aparecem para vocês. Pensem, sim, na possibilidade de tudo dar certo, daquele ser o seu dia da sorte, no qual seu primeiro passo foi com o pé direito, ao sair da cama.
Só quem procede assim consegue realizar aquilo que imaginou. Sem tentar, nada cairá no colo de vocês. Imaginem-se Gugas, jogando para vencer Roland Garros. E vocês vencerão, tenho certeza absoluta disso tudo.