GENTE OBSTINADA PELA VITÓRIA...

Vencer é bom demais! Massageia o ego, gera muitas satisfações interiores, além de gerar confiança e convencimento. Comparo a vitória no futebol de mesa, como receber uma dose extra de adrenalina diretamente na veia. Agora, para os obstinados em vencer a qualquer custo, seria como vencer uma final de Copa do Mundo contra a Argentina, e de virada.
A ganância por vitórias pode gerar muitos efeitos colaterais indesejados, tais como: Jogar a palheta longe; palavreado obsceno; indiferença para com o adversário; comportamento agressivo e coisas que podem ser ainda piores. Aí eu pergunto: Será que é preciso este “show” de despreparo?
Penso que o futebol de mesa deve existir para alegrar e cultivar as amizades em torno da mesma paixão. Além disso, não é possível vencer sempre. A derrota faz parte da vida de todos nós, assim como as vitórias. Na verdade, elas se alternam ao longo de nossas vidas.
Uma regra básica e que cabe em qualquer esporte (e no futebol de mesa não deve ser diferente), é o respeito. Sobretudo quando o gosto amargo da derrota subir ao nosso paladar.
Considero um botonista despreparado, quando o único intuito dele é vencer e vencer. Entendo perfeitamente que todos desejam a vitória, afinal, ninguém em sã consciência, coloca seu time de acrílico todo requintado em campo, esperando por uma “doce” derrota.
Creio que precisamos fazer todo o esforço para vencer. Porém, é preciso estar preparado para admitir a derrota, quando esta nos atingir. Além disso, quando perdemos para alguém que foi melhor, é ético e, absolutamente necessário, reconhecer a superioridade do adversário de forma honrosa.
Se vencer é bom e de fato o é, perder faz parte do jogo e podemos aprender com isto. Não estou de acordo quando após uma derrota, o derrotado ficar dizendo: “... Ah se não fosse aquela bola na trave...”. “... Minha palheta estava escorregando na mão...”. “... A mesa não estava boa...”. Bem, isto é típico de quem não aceita a derrota. E para piorar as coisas, não reconhece a superioridade do seu oponente.
Também é bom que se saiba que, quando vencemos significa que alguém está amargando a derrota. Então, para o bem do nosso esporte e também das amizades, saibamos respeitar a dor da derrota que o nosso adversário possa estar sentindo. Por isso é necessário o respeito, dentro e fora das quatro linhas.
Considero o futebol de mesa um esporte maravilhoso e uma diversão incrível! É preciso um caráter reto para poder manter este esporte vivo e saudável. E são os botonistas os principais responsáveis para que isto aconteça.
O espetáculo precisa continuar, mas, para que ele seja brilhante e atraente, os protagonistas desse espetáculo precisam estar alinhados com ética. Nas vitórias podemos sentir prazer e euforia. Nas derrotas honrosas, também é possível desfrutar de uma satisfação proveniente da boa consciência e da ética.

A ARTE DE CHUTAR AO GOL

Fazer o gol no futebol de mesa é um momento mágico. A satisfação e o estado de realização são os prêmios para quem consegue balançar a redinha. Assim como no futebol de campo, o gol no futebol de mesa é como o resultado da construção de uma obra de arte na tela do pintor. A cada lance dentro dos doze toques, vai-se construindo a oportunidade para o gol. As tabelinhas, os lançamentos, os dribles e por fim, o lance final – o arremate ao gol. Entretanto, chegar na cara do gol é uma coisa, e fazê-lo, é outra.
Quantas vezes diante de uma oportunidade clara para balançar a redinha, simplesmente erramos, e acabamos tendo que beber do cálice da frustração. O gosto é bem amargo, eu sei.
Às vezes, um pequeno detalhe pode fazer toda a diferença. Um milímetro ou para a direita ou para a esquerda, poderá ser a causa do aborrecimento ao desperdiçar uma oportunidade clara. Por outro lado, existem aqueles que fazem gols até sem querer. Miram em um canto e a bolinha caprichosamente entra no outro. Vai entender...
A tranquilidade na hora do chute também conta. Botonistas nervosos e ansiosos tendem a desconcentrar, e, consequentemente, acabam errando a maioria de seus chutes ao gol.
Mas essa matéria é dedicada à arte de fazer gols com os botões artilheiros. A perfeição neste caso vem através da insistência nos treinamentos. Quanto mais treinarmos melhor será o desempenho dentro do jogo, sobretudo na hora de chutar ao gol.
Não adianta: quem quer ser goleador no futebol de mesa precisa separar um tempo para os treinamentos.
Basicamente, o gol no futebol de mesa acontece por sobre o goleiro. Ou seja, por cobertura. São raros os gols cuja bolinha entra no cantinho. É verdade que acontece também, mas, o comum para um botonista nato é fazer gols por cobertura.
Observe essas dicas simples para os treinamentos: 1 - Cole o goleiro com fita crepe sobre a linha do gol, bem no centro entre as duas traves. 2 – Escolha as zonas de chutes que durante uma partida, você tem facilidade de chegar para chutar ao gol. 3 - Coloque a própria flanela que te acompanha entre a bolinha e o goleiro (Essa medida é para que os botões não fiquem se chocando com o goleiro ou com as traves). 4 – Defina bem qual a palheta de chute que mais te deixa confortável para chutar. Aliás, a palheta seria uma matéria à parte. Ela é fundamental no momento do chute. 5 – Chute exaustivamente até que marcar o gol se torne uma coisa normal. Você perceberá uma melhora significativa a cada treinamento. 6 – Sugiro que se treinem os chutes dia sim dia não, pelo menos. Pratique várias séries de chutes. Faça disso um hábito, caso estejas realmente envolvido com o futebol de mesa. Quem joga só para brincar não precisa desse rigor todo, obviamente.
Existem botonistas que gostam de chutar de longe. Mesmo assim é preciso os treinamentos.
Uma coisa é certa: quem não faz gols no futebol de mesa não amedronta a ninguém.
Para quem ama o velho futebol de botão, vale à pena insistir nos treinamentos para se obter um bom resultado. Dessa forma, o desempenho pessoal será elevado, e os resultados serão satisfatórios. Pode ter certeza: haverá maior satisfação em praticar o futebol de mesa, quando os gols fluírem com maior facilidade.
Bem, considero o gol uma arte dentro desse nosso esporte. Então, para ser um bom goleador, é preciso, antes de qualquer coisa, ser um artista nessa técnica do botonismo.
Obrigado por ler essa matéria.

FUTEBOL DE MESA E RELIGIÃO NÃO SE DISCUTEM: SEGUIMOS AQUILO QUE NOS CONVÉM

Por acaso já passou pela cabeça de cada um de vocês a possibilidade de a CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL DE MESA decidir, demagogicamente, que, de uma data em diante, somente uma determinada regra contemplará as disputas em nível nacional? Fatalmente será o caos, pois quem não estiver afinado com a regra escolhida, ou deixará de praticar, ou continuará a jogar a sua preferida como fazíamos na antiguidade, isoladamente.
Para atingirmos o estágio atual, necessário foi sentarmos em mesas redondas e trocarmos ideias, conhecermo-nos, aceitarmo-nos e abrir mãos de muitas conquistas individuais.
Da mesma forma que praticamos uma determinada religião, aceitando que nosso vizinho pratique outra e até parentes escolham uma terceira bem diferente. Todas elas têm um único objetivo, que é amar a Deus e ao seu semelhante, nosso irmão. Essa liberdade está na Constituição da República Federativa do Brasil, nos Direitos e Garantias Fundamentais, capítulo I, Artigo V, parágrafo VI: “É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei a proteção aos locais de culto e as suas liturgias.”
Assim, cada um de nós segue a religião que quiser.
Sendo assim, jogamos na maneira que mais nos agrada. Se optarmos pela Regra de um toque, vamos em frente e tentemos ser o melhor nela. Da mesma maneira, se essa opção for pela de três toques, ou doze toques, ou mesmo dadinho, modalidade adorada pelos cariocas. Há também as escolhas regionais. Há pessoas que jogam a nossa Regra Gaúcha, a Regra Unificada, de autoria de Enio Seibert, que utiliza os mesmos botões da gaúcha, assim como existem outros que preferem a Regra Toque-toque, ou Leva-leva, do Fred Mello. Os pernambucanos adoram a Regra Pernambucana, apelidada, por eles, de a Rainha das Regras. Mas, lá também existe quem pratique a Regra Fogo Tebei. Na Paraíba, há uma Regra Paraibana, com muitos adeptos. No Pará, joga-se a Regra Celotex, cujos participantes realizam campeonatos dentro dos grandes clubes de futebol, ou seja: Remo e Paissandu. No Rio, existe a pastilha, e o pessoal que a pratica a adora. São várias as maneiras de praticar o futebol de mesa, o nosso querido jogo de botões.
O trabalho conjunto no sentido do reconhecimento pelo CND foi feito com a participação dos líderes das três Regras mais praticadas no país. A Regra de Um Toque (Regra Brasileira), a de Três Toques e a de Doze Toques. A maioria esmagadora dos botonistas brasileiros pratica uma das três. Foi essa força que conseguiu transformar uma diversão em esporte.
Imaginemos, então, que o nosso Presidente Farah escolha uma delas e exija que o restante do país a pratique. Seria a derrocada de tudo o que foi construído desde a década de oitenta, quando a aproximação foi iniciada. A Confederação adotou a Regra do Dadinho e a oficializou. Seus adeptos estão espalhados de norte a sul do país.
Agora, teremos, no Brasil, o Campeonato Mundial de Futebol de Mesa. As Regras a serem utilizadas serão a nossa de Doze Toques e o Sectorbal (Regra Húngara, trazida por dirigentes da Federação Paulista e já incorporada no clube brasileiro que mais apoia o futebol de mesa: C. R. Vasco da Gama.
Essa é a oportunidade de todos poderem tomar conhecimento de como o nosso futebol de botões é apaixonante. Pessoas que praticam o futebol de mesa em outros países estarão aqui, em nosso solo, disputando esse Mundial.
Sinceramente, eu desejaria que fosse disputado o Mundial nas Regras Oficiais do CND e mais o Sectorball, já que esse é difundido na Europa há muito tempo. Assim poderíamos sentir a reação dos botonistas estrangeiros ao conhecer as nossas três principais regras de jogo. Quem sabe não seriam adotadas em outros países a nossa regra de um toque e a de três toques?
A grande maioria brasileira joga a Regra de Doze Toques, mas ela não é a única em nosso país. Outras existem e devem ser mostradas aos que nos visitam. Talvez estejamos muito perto da data da realização desse espetacular campeonato, mas a ideia fica lançada e que o nosso vice-presidente Robson Marfa consiga sensibilizar o nosso presidente Farah nesse sentido.
Até lá, cada um joga na regra que escolheu, pois para ele é a melhor que pode existir e ninguém o fará mudar de opinião.

O FUTEBOL DE MESA VAI ACABAR!

A constatação acima pode parecer apocalíptica ou até mesmo pessimista, mas é uma realidade. Dolorosa, por sinal, para os amantes de um jogo tão lúdico...

Nos últimos meses me peguei pensando no futuro do “esporte bretão de mesa”, como costumo chamá-lo, e não vi nada muito animador. Pelo contrário, o vi como peça de museu, o que aliás já se tornou, ou como lembrança em mentes de velhos que pouco distinguem a realidade das ilusões...
As causas? A era digital, o videogame, pensariam alguns... Crianças amadurecendo mais cedo, interessadas em temas de adulto, pensariam outros... Mas pra mim, a causa do fim do futebol de botão são os próprios botonistas!!! Isso mesmo, os praticantes, os ditos “amantes” desse esporte que deixou de ser brincadeira para virar coisa séria, federada.
A profissionalização é o problema, então??? Não, de forma alguma.
A seriedade e o respeito com que os profissionais trataram o hoje chamado “Futebol de Mesa” foi louvável e, com toda certeza, foi o que deu novo gás ao esporte e, provavelmente, vai prolongar um pouco sua “vida”.
Mas, de novo digo, que o que vai matar o futebol de botão é o próprio botonista!!!

Eu jogo botão desde 1987, quando ganhei meus primeiros botões, do meu grande herói: o meu pai. Tinha, então, 7 anos. As lembranças mais remotas que tenho desta época são de montar meu “campo”, uma mesa xalingo, e até no chão, nos tacos de madeira da casa onde morava e até na casa de minha avó.

De 2002 para cá, a brincadeira ficou um pouco mais séria, abri fronteiras em busca de um maior intercâmbio com outros botonistas. Disputei campeonatos abertos, oficiais e conheci jogadores de outras localidades, fabricantes, colecionadores, enfim, saí da “casca”...

Mas hoje, dez anos depois, estou quase fazendo o caminho oposto.

Após constatar que no “mundo do botão” a vaidade impera, que aquele time que eu tenho ninguém mais pode ter, que aquela foto 'tal' é ouro e eu não posso copiar pra você, que eu não posso te passar o telefone do cara que vende dadinho ou placa de acrílico, que o que importa é o que eu tenho e dane-se o resto, que o que vale é a política da exclusão, de desprezar tudo que é diferente do que acredito, hoje eu decidi dar um passo atrás e voltar 10 anos no tempo, pro período em que eu amava jogar botão e 'fazer' meus times... e só!!!

Durante este convívio fiz amigos, é verdade. Poucos, diga-se. Mas desta experiência o que me restou foi uma sensação de que o botonista, a fim de preservar o “eu”, vai matar o esporte, vai matar o “nós”. Terminará jogando sozinho, mas com um grande acervo de times e fotos. É Isso!!! Viva a mediocridade!!! Viva o individualismo!!!

Não pretendo ser arauto de nada!!! Só quero passar para meu filho, a mesma paixão que eu, meu irmão  e meus primos sentíamos na infância quando passávamos horas sobre uma tábua verde, a mesma paixão que sinto todo sábado quando reunimos mais de dez marmanjos, no River F. C. (na Abolição) após semana estressante de trabalho...

E se você é um daqueles que cultivam o “nós”, estamos abertos para você vir jogar amistosos e praticar o melhor esporte do mundo!!!

2ª COPA VALPARAISO

Foi realizada, neste sábado de sol, na data de 14 de abril de 2012, a 2ª Copa Valparaiso de Futebol de Mesa, Modalidade Dadinho 9x3. Torneio dividido em dois turnos disputadíssimos. Foram disputados jogos de alto nível, placares apertados e muita, mas muita bola na trave. No 1º turno, o campeão foi o "MITO" Cláudio Latino, fazendo grandes exibições e justificando seu status de mito.
No 2º turno, Marcelo Barila foi campeão, justificando seu status de lenda do FutMesa. Porém, também foi um turno disputadíssimo. Por pouco Cláudio Latino foi campeão do 2º Turno, mas Marcelo Barila não deixou barato.
Na final, com confronto entre os campeões dos 2 turnos, Cláudio Latino levou a melhor e foi Campeão da 2ª Copa Valparaíso. Destaque para os jogadores Wilgbert e Dário Lourenço Jr, que demonstram grande evolução em seus jogos e rápida adaptação à regra 9x3.
Fica o registro pela ótima organização, receptividade e alegria dos donos da casa, Dário Jr e Cris Sá. Um sábado alegre, onde a amizade e a descontração tomou conta e todos nós nos divertimos bastante.

EM DEFESA DA JUVENTUDE, EM DEFESA DO FUTMESA!

Num tempo onde os jogos eletrônicos e vídeo games arrebatam verdadeiras legiões de jovensque verdadeiramente se enclausuram em seus quartos na frente de televisões e computadores, muitos esportes vem perdendo espaço e vendo seu futuro em risco.
Para que esta ameaça não atinja nosso futmesa precisamos ser cada vez mais criativos na busca de alternativas para divulgá-lo e promovê-lo. Tarefa difícil frente a desigualdade bélica entre os eletrônicos e os nossos botões...
Enquanto os eletrônicos bombardeiam nossas crianças com seu verdadeiro, potente e versátil arsenal de sons, imagens e interatividade, nosso futmesa continua mantendo suas características ao longo dos anos. Seu vínculo primário ao futebol de campo, paixão nacional, a necessidade de estratégia e de técnica na execução das jogadas são os atributos que nos seduzem e nos fazem manter a tradição deste espote já quase centenário no Brasil.
Me parece inegável que os benefícios da prática do futmesa, em relação a dos eletrônico, são muito maiores para adultos e principalmente para crianças. Esta mistura lúdica de habilidades e emoções do futebol, da sinuca e do xadrez já seriam suficientes para justificariam meu parecer mas, seguramente, o que de mais valioso vejo no futmesa é a promoção da socialização! Enquanto os eletrônicos transformam nossos jovens em verdadeiros "servos", absorvendo seu tempo e reduzindo drasticamente suas oportunidades de relacionamento interpessoal, o futmesa aproxima as pessoas de uma forma espetacular, promovendo uma verdadeira "net" de amizades e fraternidade.

Graças aos eletrônicos, temos muitas crianças e adolescentes alienados de tudo! A começar pela própria família! Não têm mais tempo nem vontade de estar com seus pais, o diálogo torna-se quase que impraticável e acabam sendo educados por suas máquinas. Sobre as consequências desta realidade, melhor argumentação devem ter os psicólogos e psicanalistas mas, na minha visão veterinária, isto é terrível para a sociedade.
Que tipo de homens e cidadãos serão nossos jovens eletronizados?
Serão eles nossos governantes, nossos políticos, nossos juízes? Que contribuição poderão dar a sociedade? 
É claro que não podemos generalizar mas, é certo que, infelizmente, muitos jovens estão sendo aliciados eletronicamente e vivendo nestas condições de escravidão. Trocam a noite pelo dia para satisfazerem seus desejos e acabem se distanciando cada vez mais de sua família e de seus amigos. Sem pai nem mãe, sem amigos, sem namoro, sem ninguém não virtual, sem ninguém de verdade! Dificuldades na escola, depressão, drogas e a inevitável dessocialização são o salário de muitos destes jovens.
No futmesa a coisa é diferente! O isolamento mórbido da lugar à convivência fraterna, a frieza da clausura da lugar ao calor das amizades, a tristeza dá lugar a alegria e o virtual da lugar à realidade!
É evidente que o futuro de nossos jovens depende de muitos outros fatores mas, se queremos uma sociedade fraterna, devemos estimulá-los a realizarem atividades que promovam esta qualidade. O futmesa, com segurança, é uma delas e, se sozinho não é definitivo, particularmente pode contribuir para um futuro melhor para nossos jovens.
O certo é que: o futuro do futmesa depende de nossas crianças!

AMISTOSOS - QUEM DESAFIA O HIGIENÓPOLIS F. M.?

Amigos botonistas, há alguém preparado para um desafio contra o Higienópolis F. M.? Irei ao seu "Estádio" ou recebo-o no meu.
Liguem:
(21) 7382-9978 (Claro) | (21) 8068-0760 (Tim)
Mandem um e-mail: higienopolisfm@yahoo.com.br
Marcaremos amistoso(s) ou torneio(s).





No aguardo de seu contato.

Saudações!!!

DESAFIO SUBURBANO

Aconteceu na tarde de um domingo lindo, ensolarado, com data de 25 de março de 2012, o Desafio Suburbano entre Higienópolis FM (Rafael Lauria) vs CR Tanoco (Alberto  Vilasbôas). O Desafio aconteceu no Estádio Ubiraci, em Higienópolis, casa do H.F.M. e marcou a inauguração deste 'novo Estádio'. Modalidade Dadinho - Regra 9x3.

Em jogos difíceis e apertados, o visitante se sagrou vencedor do desafio, com 4 vitórias-1 empate-1 derrota, levando a medalha de ouro.

O time da casa sentiu a pressão da própria torcida na inauguração do seu 'novo Estádio', pois a torcida queria jogar junto com o time, o que acabou desconcentrando os jogadores, que se afobaram, erraram bastante e fizeram apenas dois gols em seis jogos.

O destaque fica por conta da descontração e a certeza de que novos confrontos serão realizados em breve.

Seguem os resultados do Desafio Suburbano:
Higienópolis FM 1 x 4 CR Tanoco
Rafael Lauria 0x1 Alberto Vilasbôas
Rafael Lauria 0x1 Alberto Vilasbôas 
Rafael Lauria 1x0 Alberto Vilasbôas
Rafael Lauria 1x2 Alberto Vilasbôas
Rafael Lauria 0x1 Alberto Vilasbôas
Rafael Lauria 0x0 Alberto Vilasbôas
6 jogos; 1 vitória HFM; 1 empate; 4 vitórias CRT; 2 Gols HFM-5Gols CRT.

E viva a amizade e o Futebol de Mesa!!!!

Quem quiser fazer amistosos, entre em contato. Será um prazer!!!!

Tel.: (21) 7382-9978

10 MANDAMENTOS


1 – Não existe regra ruim e sim, opções e gostos diferentes, respeite, procure conhecer e se possível jogar todas elas, mesmo que tenha sua preferência não menospreze as outras. “FAÇA CRESCER O BOTONISMO”

2 – Seja sempre honesto em qualquer situação, mesmo que não seja favorável a você.  “É MELHOR PERDER HONESTAMENTE QUE VENCER SABENDO QUE ESTÁ ENGANANDO A SI E AOS OUTROS”

3 – Procure saber tudo sobre o tipo de botão com que você joga, principalmente material de que é fabricado, tamanho, ângulo, peso, altura, sua melhor posição para o chute etc. “SEJA DETALHISTA, SE VOCÊ NÃO CONHECE NEM OS SEUS BOTÕES NÃO PODE CONHECER O ADVERSÁRIO”

4 – Faça do botonismo seu hobby preferido. “EM QUALQUER CIRCUNSTÂNCIA NÃO TROQUE SEU JOGO DE BOTÃO POR OUTRO ESPORTE”

5 – Zele pelos seus botões, mesmo que outras pessoas os achem feios ou mal feitos, mantenha-os sempre limpos e bem guardados, tenha sempre consigo todo material necessário para limpeza e conservação. “O IMPORTANTE É SEMPRE TER UM TIME EM PERFEITAS CONDIÇÕES DE JOGO”

6 – Treine sempre, faça o maior intercâmbio possível, não se preocupe com o placar do treino, procure fazer jogadas mais difíceis neste treino para melhor aproveitá-las nas circunstâncias de sua necessidade nos jogos oficiais. “JOGO É JOGO, TREINO É TREINO”

7 – Controle o sistema nervoso, procure sempre manter a calma, se concentre apenas no jogo e não se influencie com o extra campo ou com a qualidade da bola ou do campo. “AS CONDIÇÕES SÃO IGUAIS PARA AMBOS E SEU NERVOSISMO SÓ FAVORECE O ADVERSÁRIO”

8 – Procure se concentrar no tempo de jogo, com este treinamento, depois de algum tempo você saberá se o jogo está no fim. “ALGUNS SEGUNDOS PODERÃO SER IMPORTANTES NO FINAL DA PARTIDA”

9 – Não existe jogo fácil, jogue com a mesma responsabilidade todos os seus jogos, tenha sempre uma tática de jogo para sua necessidade, saiba como jogar precisando vencer, empatar ou até perder. “O MENOSPREZO AO ADVERSÁRIO É O MAIOR ALIMENTO DA ZEBRA”

10 – Nunca jogue de costas, ou seja, com a paleta voltada para você, dê a volta no campo e jogue de frente, toda jogada é importante, a sua negligência pode causar resultado inesperado. “NA JOGADA MAIS FÁCIL É QUE SE DEVE CAPRICHAR MAIS” 

Se você cumprir à risca estes mandamentos certamente será um grande botonista.

SER BOTONISTA É UM ESTADO DE ESPÍRITO!

Ali no quadrilátero retangular de madeira costumamos projetar sonhos; pretensões, anseios, quimeras, visualismos, realizações pessoais. Materializamos projetos; enfeixamos em um determinado "Botão" a expressão maior de nossa habilidade; de nossa paixão; de nossa promoção pessoal! Ele, o "Botão", para nós, é ídolo!.
Quando, ao faturarmos um gol legítimo, lindo, raro, rompemos o silêncio e a introspecção que o jogo em si, a disputa em si, nos impõe, e por vezes então , com um soco no ar,...
Chegamos ao extremo de uma vibração maior, no limite de nossa emoção, de nossa paixão, de nossa sensibilidade, que aflora também no limite de nossas cordas vocais, por vezes com os olhos úmidos, ante aquele " gol ", - conquista extrema e valiosa,(!) - esperada e obtida!
Então, a inércia da bolinha branca, aninhada nas redes de nosso adversário... seu silêncio, e o balanço das redes pelo impacto da bola, como resultante do chute vigoroso de nosso goleador... - aciona em nosso universo anímico, uma eclosão mágica de vibração, e como que acautelamento; sensação esta de vigor e bem estar, um momento de prazer e felicidade rara... tão nossa conhecida, mas só desfrutada e valorada por quem vive um momento assim... reservado pelos "deuses" aos botonistas que não hesitam em repartir uma boa facção de seus dias, e de suas vidas, dedicados ao "jogo de botões"!
Estes momentos que se sucedem, tão nossos conhecidos, serão eternos enquanto vivamos! Enquanto tivermos ao alcance da mão: um time de botões... polidos; numerados, elencados, treinados, escalados, e uma bolinha branca para ser acionada, compelida em rumos os mais variados en cima da mesa, durante trinta minutos valiosos de nosso dia, em submissão a um "carnet", ou a uma escala de um campeonato ou torneio na defesa de nossas cores! São momentos eternos enquanto vivermos, para nós todos! Somos uma legião! 
O suave balanço da rede adversária, após um chute de nosso atacante, a visão, a constatação desse lance uma vez consumado, vale mais do que aplausos prolongados de uma multidão! 
O Botão, viverá em mim enquanto eu viva! E tiver dispondo de minha lucidez! Senhor de meus atos e de minha vontade! Dono de meus caprichos e de eleitor exigente de meus botões, que compõe o meu complemento, eis que eles, todos eles com os quais eu jogo e disputo os jogos, são partes integrantes de mim, são um prolongamento de mim mesmo!
Quão gratificante sempre será o entrechoque de botões em uma mesa Galalites e acrílicos, num desfile de cores, formas e tamanhos!
Jamais um impulso em um botão, será ou terá sido um gesto mecânico, ou ocasional meu!
Ele, o botão impulsionado, que sai de sua inércia, e ocupa um lugar na mesa, obedece uma determinação de meu cérebro e o comando de minha mão!
Há mais de 20 anos participo de partidas, nos mais variados rincões de meu Estado!
Meus botões já ocuparam e ocupam sempre um lugar de destaque, especial, e protegidos em uma caixinha ou em um estojo, quais pérolas raras, que por mim valorizados, viajam envoltos em flanelas e veludos, numa caixa especial, adredemente preparados para protegê-los!
As vitórias? Elas são doces! Elas tem o sabor do mel da flor de laranjeira! Elas despertam e acionam em mim, as cores do arco-íris, quando relembradas, quase todas, em detalhes!
Isto me faz admitir, quão maravilhoso é o nosso cérebro... eis que arquivadas em minha memória, lembranças fantásticas de fantásticas vitórias!
Claro que, seus autores, meus botões, tornaram-se " pequenos ", se comparados com as medidas modernas, adotada por meus contemporâneos!
Entre os enormes defeitos que detenho, um deles, entre os que conheço, encontra-se minha franqueza, sinceridade, e extremado senso crítico ...Sou transparente no que penso! Não sou bajulador e não gosto de ser bajulado!
Mas os amigos são um presente de Deus! Jogar futebol de botão é um lazer sadio! A sorte, se existe, porque trata-se de um jogo, influência muito pouco no resultado da partida... Mas existem lances que atribuimos ao "acaso" - decorrentes da umidade, da temperatura, da falta de preparo adequado do botão escalado... e mesmo como dizia o Nelson Rodrigues, atribuimos ao "Sobrenatural de Almeida" por serem inexplicáveis à luz da lógica!
Estas considerações, divagações e referenciais, foram elaboradas, todas, ditadas por meu coração! Elas são verdadeiras...
São reminiscências, que me foram solicitadas por um dos "incontáveis" companheiros, e ocasionalmente, "adversário". Penso ter atendido seu pedido.
Pinto esta tela de minhas lembranças, com as cores de nossos botões!
A inércia deles - dos botões - ameaça contaminar esta crônica, fadada a ser esquecida no tempo, e ficar e permanecer inerte, no arquivo de um jornal... Mas sei de forma e maneira convicta, que ela, esta crônica, foi escrita e dirigida para ti, que vives no mundo restrito do "circo dos botões"... E uma vez lida e entendida, entenderás por isso, tu que és portador de Razão e Sensibilidade, que te trazem e acendem em ti: paixões sadias e emoções não medidas, mas que tem o condão de acelerar o teu coração e que te exigem postura!
E no instante mágico em que isto ocorrer, lembrarás de mim, onde quer que eu esteja, em qualquer dimensão em que eu for enviado... saibas que se eu tiver oportunidade de falar com Deus, pedirei, exigirei Dele que me seja dada a felicidade plena e suprema de ter comigo, no céu, um time de botões, uma mesa, uma bolinha e um adversário com as qualidades, e a grandeza e pureza de espírito do André Santos, do Márcio Carvalho (Marcinho), do Cláudio 'Latino' e do Márcio Maia! Ah ! Quase esqueço de dizer... Mas... ainda há tempo. Ainda há espaço. As 'navalhadas' do sr Aurélio, que saem chutes como se fossem 'pombo sem asas'...