UMA ALEGRIA DO MEU PASSADO

Sou de uma geração muito influenciada pelo vídeo, mas da era pré-computador, quando a única postura possível era a passividade frente à televisão ou ao cinema. 
Nossos jogos eram manuais, o equipamento era material e não virtual; a palavra digital se associava exclusivamente ao dedo, não ao dígito.
A garotada de hoje usa o computador para jogar e brincar, aproveitando os recursos da interatividade que transformam o jogador num participante ativo.
Jogos virtuais de futebol estão entre os preferidos, com imagens cada vez mais realistas.
Este papel foi representado entre os meninos de minha geração pelo futebol de botões, a versão antiga dos games-Fifa.
Era mais adequado para se jogar em dupla, ou para torneios de grupos maiores, mas também podia ser jogado individualmente, o que era o meu caso, com frequência.
Os botões representavam times e jogadores reais, o material era o plástico, com exceção do goleiro que era sempre uma caixinha de fósforos com algum conteúdo pesado no lugar dos palitos.
Muitos já vinham prontos de fábrica, inclusive com fotos dos atletas reais no centro, e geralmente produzidos pela Estrela, a maior fábrica de brinquedos da época, talvez até de toda a história industrial brasileira.
Eu preferia fabricar meus botões ou comprar velhas lentes de relógio e botões de roupa do tamanho e formato adequado.
Os relojoeiros tinham até uma mini-receita paralela: guardavam numa caixinha as lentes descartadas para vender para a meninada a um preço obviamente irrisório.
Para fabricar botões o procedimento era simples: juntava pedaços de plástico duro numa forminha de empadinha e a aquecia ao fogo, segurando a borda com alicate. Quando amolecia, usava um martelo para homogeneizar. Depois de endurecida a mistura, lixava no chão para igualar o fundo, que era o solado do meu jogador.
A propósito, encontrei uma pequena citação do futebol de botões num ensaio de Roberto Damatta intitulado “Antropologia do Óbvio”, publicado em 1994, na Revista USP, que transcrevo:
'É interessante observar, como prova desta penetração e deste sucesso, que no Brasil tenha se difundido o chamado “time de botão”, que todo menino obrigatoriamente possui num dado momento de sua infância. Com esses times, cujo dono é tudo (patrão, presidente, técnico, juiz, bandeirinha e craque) fazem-se campeonatos tão emocionantes quanto os que se decidem no campo. Lembro-me de uma tal peleja nos idos de 1990, em Higienópolis, Rio de Janeiro (RJ), com 10 ou 11 anos, ganhei, num jogo nervoso e verdadeiramente clássico, o título do meu fanático tio e amigo, o César Ricardo da Silva, hoje aposentado e correndo por fora. Foi o meu botão especial, o Carlyle, que fez o único gol da partida.'
Acrescento que o uso da afirmação “todo menino obrigatoriamente possui” ainda valia para 1994, mas não vale para 2013; o mundo está mudando rapidamente.

A META É SUA, BOTONISTA

Hoje, na comunidade botonista, há uma concentração típica daqueles atletas "botonistas" que buscam alcançar o mais alto posto, o título máximo de uma competição. Para tanto esses atletas procuram se aperfeiçoarem, participando nos torneios realizados nos bairros pelos Grêmios.

No meio dessas maratonas podemos observar, até mesmo elencar alguns nomes, aqueles já consagrados botonistas e ainda, aqueles tão desconhecidos que flora como surpresa ou até mesmo visto como zebra ao se destacarem no meio das feras do futemesa. Não é para menos, vendo em cada canto da cidade, surgirem glamorosos grupos praticando, que seja novato ou veterano, o futemesa, graças ao avanço da disseminação interiorizada, ruralista, urbanista que foi apregoado ao futemesa pela sua entidade maior, a Federação de Futebol de Mesa do Rio de Janeiro, que conquistou com deméritos por em prática a praticidade que junto com a teoria conseguiram com seus pilares “grêmios”, o reconhecimento não só local, mas em nível nacional e até mesmo internacional pela Confederação Brasileira de Futebol de Mesa.

Cabe a cada um desses botonistas traçarem suas próprias metas, pois o caminho está feito e a condição se fez na oportunidade para buscarem a perfeição em cada regra que se destacarem. Dos torneios nos bairros, dos eventos oficias, em nível estadual, aos mais longínquos, como o Estadual, Inter estadual e porque não o Nacional.

COPA INTERIOR EM DUQUE DE CAXIAS

Olá, amigos. Disputei a 2ª etapa extra do Campeonato Estadual - a Copa Interior, em Duque de Caxias. Confesso que fui com o objetivo de me divertir, curtir em rever novamente os amigos e bagunçar o coreto.

Joguei bastante descontraído que perdi jogos pela falta de concentração e capricho nos momentos em que eu chutava a gol. E nos únicos em que joguei concentrado, empatei duas vezes pelo mesmo placar, 2x2.


Confesso que fui mais para bagunçar e me diverti muito com a zoação. O que não tem preço é o reencontro com os amigos de outros clube para colocarmos o papo em dia e resenhar muito, alguns me zoaram também e foi aquele clima descontraído e de amizade... Fora a bagunça no carro do Maia, que me deu carona na ida e na volta.

Digo que penso em 'encerrar a carreira' devido a esta má fase que passo nas mesas. Espero que seja uma vontade passageira de não querer mais jogar, pois amo jogar o futebol de mesa seja em qual lugar for, em qual fase eu estiver até porque tenho que continuar a incentivar meu pequeno filho a fazer o mesmo, jogar muito, pois o Futebol de Mesa não tem fronteiras.


Voltando ao torneio, confesso que não fui nada bem tecnicamente e todos os resultados que obtive foram justos. Mas fui tecnicamente um pouco melhor do que eu treino atualmente...  Fiz 07 gols em 06 jogos, média acima do que faço nos treinos mesmo não tendo feito gol em um dos jogos. E o grupo tinha feras,com bastante experiência e títulos conquistados.


E assim foi mais uma competição disputada, em mais um clube fora da capital do Rio de Janeiro. Mais um torneio - e fora de minha cidade natal e em que resido - para o currículo do Higienópolis Futebol de Mesa.

MAIS UMA ETAPA DO ESTADUAL 2013

Bom, enfim, aconteceu na AABB, a 2ª Etapa do Estadual (RJ) Individual - Série Prata, neste sábado, dia 17 de agosto de 2013. Confesso que desta vez a confiança em mim (e numa melhor colocação) foi grande, mas me desconcentrei demais, apesar de jogar melhor do que venho demonstrando internamente, nos treinos no clube. Fiquei feliz novamente em rever antigos colegas e amigos, agora com a frequencia dos anos em que jogava. Confesso que minhas atuações têm sido medíocres. Sei que posso focar mais, concentrar mais e ir mais longe. Mas as etapas vêm servindo para mostrar que eu posso chegar muito mais além do que imagino, serve também para mostrar que devo acreditar mais em mim e mostrar que devo me dedicar e focar mais e mais.
E o que chama a atenção também é o alto nível do clube que represento, o River F. C., pois todos os outros atletas foram bem em seus grupos e avançaram para as oitavas-de-final. Posso afirmar que os meus jogos desta 1ª fase foram jogos com atletas de altíssimo nível. Mas ainda preciso de mais concentração e treinos, como chutes a gol. Lembrando que os adversários tiveram muito mais méritos para sair com o resultado positivo. No mais, agradeço a força dos companheiros de clube, em especial ao grande amigo Marcio Maia, que me deu dicas de como arrumar o time, me recebeu em seu CT dentre outras ajudas.
Bom, vamos nos preparar para as próximas competições e alcançar maiores voos. Muito treino e dedicação, além de concentração e amor pelo que você faz e gosta.

Segue abaixo a campanha do Higienópolis Futebol de Mesa nesta 2ª Etapa do Campeonato Estadual (RJ):

Grupo A - 1ª Fase
Rafael Lauria 2x0 Braynner (CRF) (wo)
Rafael Lauria 2x4 Márcio Lopes
Rafael Lauria 0x2 Allan (CRF)
Rafael Lauria 0x4 Alan (ADDP)
Rafael Lauria 2x0 Israel (wo)
Rafael Lauria 0x2 Ramón Rodrigues (ADDP)
Campanha: 2V/0E/4D - 2GP/12GC

A próxima competição estadual (RJ) individual será a 2ª Etapa da Copa Inteiror, em Duque de Caxias (RJ), em 24 de Agosto.

O PRAZER DE JOGAR UMA COMPETIÇÃO INDIVIDUAL OFICIAL - PARTE III

Vem aí mais uma etapa, a 2ª Etapa do Estadual Individual do Estado do Rio de Janeiro e venho me preparando e treinando para alcançar meu objetivo na etapa e quero alcançar meu objetivo ao término do Estadual do Rio de Janeiro de 2013. Tivemos a 1ª Etapa do Estadual Individual do Estado do Rio de Janeiro e me classifiquei para as oitavas de final. Por muito pouco não passei para a fase seguinte, o que me garantia alguma premiação. E teve a Copa do Interior, em Cabo Frio, etapa extra que ajudou a melhorar o posicionamento no ranking. Treinamento forte nestes dias que antecedem a próxima etapa, pois temos que chegar mais longe e cumprir com os objetivos traçados para este ano de 2013. Um dos objetivos foi alcançado, a premiação de 4º lugar no Campeonato Brasileiro de Equipes, no início do ano.
Concentração, foco e objetividade são qualidades que devemos ter como prioridade em nossa vida para conseguirmos tudo aquilo que traçamos. Mesmo que algumas coisas que fazemos seja nossa diversão. Pois até em nossas diversões não podemos perder o foco, a concentração e a objetividade e assim conseguimos fazer tudo com a qualidade que queremos e achamos melhor. Então vamos com força para que o objetivo traçado seja alcançado e, que ao fim da próxima etapa, possamos contar aqui como foi mais uma batalha desta 'guerra' chamada Campeonato Estadual do Rio de Janeiro. E sempre divulgando o futebol de mesa, o esporte mais divertido do mundo!

'ENCERRAR A CARREIRA'... QUAL O MELHOR MOMENTO?

Eis a questão. Qual o melhor momento para 'encerrar a carreira' de atleta de futebol de mesa? Digo isso para quem é federado, que joga competições oficiais...
Há momentos em que paramos por pouco tempo - o que foi o meu caso, entre o início de 2009 e o meio de 2011 - devido a problemas particulares (ou não). Há momentos em que não estamos mais com cabeça para competir e decidimos parar e parar sério, mas a saudade e a vontade batem e voltamos atrás de nossa decisão. Há momentos em que a saúde não ajuda muito e precisamos realmente parar - até mesmo das 'brincadeiras'.
Entre o início de 2009 e o meio 2011, parei porque tive que ajeitar minha vida pessoal. A 'patroa' engravidou, mudei de residência, o filho nasceu... Quando o herdeiro começou a entender um pouco das coisas, voltei a jogar e passei a levá-lo comigo, algumas vezes.
Mas não foi uma coisa definitiva e sim algo que acontece com qualquer jogador de futebol de mesa. Porém, o que me fez escrever esta coluna, são alguns fatos, pessoais e do meio, que me deixam confuso em relação a 'encerrar minha carreira' e o fato de um amigo e craque do futebol de mesa também ter a ideia de 'encerrar a sua carreira' amadurecida.
O futebol de mesa foi criado para 'imitar' o futebol de campo e se tornou um lazer comum a todos os brasileiros, seja qual for sua classe social, tipo físico, cor. Acabou, também, por se tornar um esporte sério, onde há campeonatos oficiais regionais e até nacionais. Tomando isso por base, todos nós podemos disputar estas competições defendendo um dos clubes da cidade onde moramos em que há a prática do futebol de mesa. Temos competições internas no clube que defendemos, além de torneios abertos em nossos e em outros clubes da mesma cidade / região. Isso tudo conta como treinamento para as competições oficiais estaduais e nacionais.
Toda essa rotina temos para que alcancemos nossos objetivos maiores que são os troféus. Jogamos competição em nossa cidade, o Rio de Janeiro, em cidades vizinhas - do Grande Rio - e até cidades mais distantes, do mesmo estado e de estados diferentes.
Esta rotina, apesar de ser muito gostosa e legal, acaba nos cansando e nos afasta um pouco da família, nos fins de semana. Pois treinamos dois dias na semana e um dia no fim de semana, fora os fins de semana de competições. Nos dedicamos ao futebol de mesa e ao nosso departamento, no clube em que defendemos. Procuramos fazer do ambiente o melhor possível e, digo sem hipocrisia, nos tornamos uma família. Todos se ajudam para que tudo saia da maneira mais alegre.
Mas sempre tem um momento em que pensamos se é a hora de parar de jogar. Mesmo que só se pare de jogar oficialmente e só se jogue internamente no clube - e com uma frequência menor. E qual seria essa hora? Com qual idade? Há uma definição para essas perguntas? Sim e a resposta é surpreendente. Pois ela está dentro de cada um de nós, que jogamos. Pois só nós sabemos quando não temos mais condições de jogar. Seja com 20, seja com 30 ou seja com 90 anos. Isso depende de nosso físico e de nosso psicológico.
Temos que pensar se queremos realmente parar de jogar em definitivo ou se só oficialmente. Está certo que passamos por alguns estresse que nos irrita e queremos não jogar mais, porém temos que fazer de uma forma bem pensada, para que tomemos a decisão certa. Apesar de que isso passa o tempo todo por meus pensamentos.
Atitudes têm de ser tomadas de cabeça fria e analisadas calmamente, para que não tenhamos nenhum arrependimento posterior por decisões erradas. Então, tome a decisão certa e no momento certo. Só eu sei o melhor momento de 'encerrar minha carreira'. Pense bastante.

"ATRAVESSADORES" NO BOTONISMO... (Por Sérgio Jr)

Infelizmente eu preciso falar sobre isso... os "atravessadores" do meio botonista... Mas... O que seria um "atravessador"? É aquele pessoa que passa, desvairadamente, por cima de sua negociação. Por exemplo, você vai no álbum de um amigo, na foto de um botão e coloca a pergunta, "Amigo, qual o tamanho e valor deste botão?". E, no mesmo dia ou no dia seguinte, entra uma pessoa mal educada e sem um pingo de bom senso, e pergunta (atravessa), "Qual o valor? Como faço para depositar?". Já aconteceu comigo e, na mesma hora, eu abro mão do negócio. Quero distância dessa gente. Engraçado que vi uns scraps trocados por dois "atravessadores" profissionais e, dava a entender que eles se encontraram para umas trocas e... um botão sumiu! Hahahahaha... É o que falo, essa turma vai ficando pelo caminho, um ferra o outro... E as pessoas de bem, educadas, vão seguindo adiante, na tranquilidade... Não sou colecionador de botão. Compro porque estou montando meus times (e terei apenas 12). Quero mais é jogar! Mas... Não com esses mal educados! Vai que sumam botões meus?

Não adianta... Uma hora cai!

Mal eu falei dos atravessadores e, hoje, 10 de março, fico sabendo que uns atravessadores acabam de ser esculhambados na grande rede... É o que digo, esses caras, completamente sem noção, não reconhecem o quanto são incovenientes... Caiu a máscara! E o tombo é feio! E o botonismo é algo pra gente relaxar, é um lazer, um hobbie!!! E eles acabam criando um distanciamento dos demais e vão ficando sozinhos... Uns ficam zanzando de página em página, querendo comprar tudo e não comprando nada... Além de "atravessarem" os colegas... Pois bem, parece que uns já estão "queimados" com certos botonistas e cada vez mais, seu círculo de amizades vai se fechando... Posso ter perdido algum material para "atravessadores", mas meu bom nome está tranquilão na praça... Além do mais, é o que digo, eu não sou COLECIONADOR, sou JOGADOR. E de atravessadores, quero distância!

Apronta e depois... CHORA !!!

Esta é a coluna que estou dedicando aos "atravessadores" do mundo botonista. Eu tento me manter distante, mas não consigo deixar de expressar minha opinião. Para mim, pior que o erro é a omissão! Eu já levei uma "atravessada", e mesmo com a camaradagem do vendedor, eu abri mão do material e mesmo ele me garantindo a preferência na compra, eu não quis mais. Acabou que outras pessoas estão identificando estes "atravessadores" e muitos foram alvo de pilhéria e agraciados com todo tipo de chacota. Uns estão zangados, resmungando... Ou seja, após agirem com tanta deselegância, descortesia e total falta de bom senso, agora estão a se debulhar em lágrimas de arrependimento. Eu sabia que mais cedo ou mais tarde, estes atravessadores iam acabar por tirar a paciência dos botonistas... Gente assim, não soma em nada. Teve gente que veio com uns botões até bacanas e interessantes, mas cheio de "converseio", de papinho mole... Parece que não colou... Pior do que ser um atravessador barato, é não ter a NOÇÃO do que está fazendo. E cada vez mais se afundar em sua chatice, incoveniência...

Aqui jaz os "atravessadores"...

Todos nós, em nossas vidas pessoais, sociais, temos um modo de proceder. E isso vai criando nas pessoas do nosso convívio, as impressões sobre nós. Nossa conduta é o melhor cartão de visitas que há! E ser uma pessoa educada, com princípios, com senso de companheirismo e bom senso, é algo tão fácil... Mas uns entram numa situação, com a delicadeza de um tanque Panzer! E não se dão conta, absurdamente, de estarem sendo incovenientes... E, acreditem, uma vez que fiquem taxados de "mala", no meio em que sobrevivem, já era! É uma fama que não se apaga! Chega a ser psicológico, ele pode vir com boa intenção e oferecendo um bom negócio, mas nosso cérebro manda a mensagem automática: "droga, é aquele mala". E isso não vem em forma de "spam", hahahaha. Então, sendo evitado aqui... Sendo preterido ali... Uns ignoram aqui, fazem uma chacota acolá... Uma galhofa aqui... E isso geralmente termina de uma forma só: a pessoa "morre" para o grupo. Terá que fazer outros amigos, em outras comunidades... E de preferência, que tenham um comportamento melhor. Se não, logo serão evitados novamente...
Em "homenagem" a estes atravessadores... Eu peço um minuto de... GARGALHADAS!!!

AMOR AO FUTEBOL DE MESA!

Pessoal, talvez seja importante expressar aqui o que o Futebol de Mesa representa para mim. Na verdade, lá pelo ano de 1987, ganhei do meu pai, Luiz Antônio, meu primeiro time de botão, hoje o Futebol de Mesa. Recordo que era uma mistura de peças de madrepérola e galalite. De lá para cá o Futebol de Mesa me ensinou muitas coisas, ganhar, perder, competir e acima de tudo ter estratégias de ataque e de defesa porém sem jamais esquecer da humildade e o respeito que devemos ter com as pessoas. Fazendo uma simples analogia com a vida, reparo que é assim que as coisas acontecem, devemos ter sempre a calma para decidir, a alegria para festejar a vitória, e a humildade de conhecer a derrota. Mas que derrota é essa? Existiria a vitória sem a derrota? Voltando ao futebol de mesa, é importante  deixar claro que, não se vive dele, mas conseguimos melhorar nossos pensamentos e a nossa capacidade de raciocínio, pois o tal joguinho envolve também a Física (força, distância, aceleração, atrito, etc.), a Matemática (ângulos, diâmetros, geometrias, planos, vetores etc.), a Química (materiais, acrílico, paladom, madrepérola, galalite etc.), além de proporcionar momentos de descontração.Bom de todas as maneiras o futebol de mesa ajuda a desenvolver habilidades que outrora estavam escondidas dentro do  inconsciente. Não é um jogo de azar, não vicia, não há apostas, não desagrega, muito pelo contrário, faz com que sejamos mais fraternos, é um jogo que une gerações, percebemos pais jogando com filhos, avós jogando com netos, tios jogando com sobrinhos, em fim. O que há de se lamentar é a invasão descontrolada dos jogos eletrônicos, e claro, que para lá de dinâmicos acabam despertando o interesse dos nossos pequenos (crianças) e acabamos perdendo esses jovens para jogos que incentivam acima de tudo a violência.

O INTOMETIDO (VULGO XERETA, INCONVENIENTE, PULHA) - POR SÉRGIO Jr

Olha... Há males que ver para bem! O lance que aconteceu comigo, serviu para... eu ver que não só as pessoas que já tinham me alrtado antes, como tantas outras mais, que eu nem imaginava, foram solidários a mim, referente a um certo "agiotazinho" do meio botonista. O "capitalistazinho rasteiro".
Mas já abordei sobre esta criatura, em outra postagem... Então, aqui, apenas vou contar uma historinha e... Vocês observem se já aconteceu algo parecido consigo ou com amigos... É como o pulha age...
O perfil do CALHORDA: o cara tem um papo mole, só se comunica por depoimento... Até para dar um "boa tarde, bom fim de semana", usa DEPOIMENTO no Orkut. Por quê isso? Para que outros não o vejam em contato com vc e venham lhe alertar sobre ele. Sim, não há explicação para tanto sigilo. Já é um "alerta amarelo". Depois que ele te aluga com papo mole, aí ele COMEÇA A SE CONVIDAR A IR NA SUA CASA, PARA VER SUA COLEÇÃO. Mas... ele não quer VER sua coleção... Ele quer GARIMPAR!!! E vc pode colocar vários impecilhos, trabalho, academia, curso, faculdade, namorada, viagem, pintura da casa, cachorro brabo, obra, etc. Não adianta! Ele vai insistir como uma criança mimada. Aí, vc acaba cedendo e o pulha deve até ter "pulsações anais" de felicidade. Isto já provaria o mau caratismo da pessoa.
Bom, uma vez em sua casa, ele insiste em ver seus times... Aí, você mostra os mais recentes, montados de 2009 pra cá, 2010, botões feitos recentemente... E ele, oriçado, pede "deixa eu ver seus times mais antigos". Sem jeito, com tamanha incoveniência e falta de educação ( nem todos receberam a educação de nossos pais, amigos... ), você acaba pegando os times antigos. Ele consegue, com sua inistência, lhe deixar sem jeito, mesmo dentro de SUS CASA! E ele, já salivando e com olhos esbugalhados, diz, "posso?" ( apontando para a caixinha ), E lá vai ele... Com uma cara de francês nojentinho do século XV, ou seja, sombrancelhas altas e fazendo uma boquinha arqueada para cima, com o dedinho ele fuxica, mexe afasta e... sai separando o que lhe interessa. MESMO VOCÊ TENDO DITO QUE NÃO QUER TROCAR NADA!!! Mais uma vez, é mostrado a maldade do sujeito, a inclinação suja de seu caráter. Mau caráter, diga-se de passagem!!! Aí, chega e diz que "estes me interessam" e coloca um monte de botão na mesa e diz que você pode escolher o que quiser para trocas. E mais: diz que ali tem botões de outros amigos, para venda, mas que ele aceita trocar e depois ainda teria de pagar ao tal amigo!!! Sentiram como o carinha é estratégico??? Pra você pensar, "puxa, ele vai trocar comigo e ainda vai ter que dar grana a um amigo". Coisa de golpista barato... Quem não é entendido de valor de botão, vai e troca um que vale no mercado 60 reais, pois dois beques de 10 reais ( 20 reais ). Troca um listrado perolado, de uns 50 reais, pois dois que valem 7 reais ( 14 reais ). E faz isso com uma frieza espantosa. É o que dizem, o mau caráter é desprovido de sentimentos, é frio, calculista. Até por cima dos pais, passaria, para conseguir algo. Afinal, não deve ter carinho pelos pais, não deve ter recebido uma educação legal, adquirido princípios, bon senso e por isso, se torna um arremedo de pessoa. 
Bom, negociação feita, ele aproveita para falar mal de meia dúzia ( de 10 ) botonistas, se diz extremamente honesto, gente boa, pede que você indique a ele outros amigos, que ele possa visitar e finalmente vai embora, sob esparmos retais, de prazer...
Penso que... gente desse tipo, não deve ter tido uma boa infância. Talvez os pais não tenham dado carinho e atenção suficiente. E a pessoa cresce assim, fria, obscura. Com pensamentos nebulosos, procedimentos reprováveis. Disseminando sua maldade, fazendo os outros de besta. Mas a verdade sempre aparece. E a pessoa vai colecionando desafetos. Seu nome cai, não num lamaçal, mas numa latrina iminda! As pessoas comentam dele. Alertam. Usam para ele, termos como idiota, imbecil, pulha, intrometido, frio, ganancioso, de má índole, incoveniente, falso, desprezível, "um sete um", desonesto, canalha, safado, execrável, maldoso, mal intencionado, ridículo, aproveitador, nojento, amoral, dispensável, baixo, sacana, vazio e outros termos que lhes pouparei aos olhos. Vale a pena isso? Por botão??? Por coleção trancafiada e caixote??? E são muitas pessoas a falarem mal deste sujeito. Será que os... 30...40... estão errados e só ele é o certo???
Se vocês já passaram por isso... Não esquentem, amigos. Antes sermos o trapaceado, do que o canalha desumano que trapaceia. Se não passou ainda... Fique esperto... Papinho em depoimentos... Conversa no bate papo do Orkut e Gmail sempre em off... Insistência em visitá-lo... Muito sigiloso... Mas... a carinha não engana! Eu que realmente fui muito idiota na parada... Mas beleza. Peguei coisa que gostei, confesso. Mas... amo coca-cola. E foi como pagar 50 reais, numa garrafa de 2 litros. E ainda por cima, quente!!!
O que me conforta, é ver que tanta gente sabe deste sujeito. Que ele não engana a todos!
Boa sorte, amigos... E bons negócios!

O ATO DE JOGAR SOZINHO. BOM OU RUIM? - POR SÉRGIO Jr

Jogar sozinho... Quem mais aí o faz? Mas não digo treinar, não, chutar a gol... Falo jogar mesmo, dois times em campo, cronômetro, placar anotado no caderninho... 
Bem, eu AINDA tenho jogado muito sozinho. É duplamente legal, pois dou as palhetadas para ambos os lados, divertimento em dobro. Mas... não serve de termômetro para eu saber COMO ESTOU, se estou bem, mal, mais ou menos... Tive algumas oportunidades, alguns amigos botonistas me convidando para jogo, mas sempre tenho algo prpgramado. Acreditem, apesar de eu estar engrossando as estatísticas do desemprego, meu tempo está confuso, resolvendo várias coisas, obras, compras, contas, eventos, encontros, tirando minha CNH para moto, lazer com a esposa (que não abro mão), etc. Mas já pressinto que logo, logo, estarei jogando com amigos, disputando tacinhas e medalhas e, acima de tudo, confraternizando...
A diferença dos anos 70/80 para hoje, para mim, são duas e cruciais! Uma é a regra! Sou um fervoroso fã da Regra Toque Toque e só jogo nela! Mesmo sabendo que isso limita meu acesso ao botonismo, não me importo! E não quero eu, chegar a um tornio ou amistosos, impondo a regra a se jogar. Muitos estão se aventurando em outras regras, criando as suas próprias, partindo por um caminho que jamais penso trilhar...
O outro probleminha e, este, mais fácil de se resolver, é quanto ao tamanho do goleiro! Antes, aqui no bairro, era padrão: 4 x 5,2 cm A bem da verdade tinham aqueles simpáticos goleirinhos, de 4 x 5 cm, de cor única e sempre com o número 1 dourado bem no meio. Mas não passava destes dois, destas duas medidas.
Hoje, vejo que se usa verdadeiros "tijolos" no gol. Aliás, quando comecei a voltar ao botonismo, em 2009, acreditem, só então fui saber que existiam regras oficiais, mais de uma. E uma delas, acho um absurdo: UM toque para cada lado!!! Numa outra (ou a mesma, vai saber...) o goleiro joga deitado! E há uns tempo, uns senhores talvez recalcados por não terem jogado botão na infância ou foram os piores de sua turma, inventaram o estranho sectorball (onde um monte de gente, PASSIVAMENTE, embarcou).
Mas voltando ao jogo solitário, claro que eu preferia jogar contra amigos... Mas, imaginem, jogar em casa, ouvindo um Blues, bebendo uma coca gelada, com a esposa batendo algumas fotos... Vou querer mais o quê?