FUTEBOL DE MESA: O ESPORTE DOS ADULTOS.

Como costumo fazer, lendo os diversos blogs sobre nosso esporte, fiquei curioso com o título que o Ricardo Meni, de Jaboticabal (SP), utilizou para o seu artigo no FUTMESA BRASIL:
“Por que “gente grande” é fascinada pelo futebol de botão?
Como todos os seus artigos são muito bem elaborados, esse não foi diferente e são abordadas, nele, as justificativas que levam pessoas com cabelinhos grisalhos, com filhos e netos, a se dedicar ao mesmo esporte que praticava em seus tenros dias.
Eu penso, em adesão a ele, que há uma mística que percorre, juntamente, com o sangue, o nosso corpo e alimenta o nosso espírito. É algo indescritível que ninguém jamais será capaz de explicar, pois transcende à explicação. Amamos o futebol de mesa e nele voltamos a ser os mesmos meninos que fomos há muito tempo. E, conosco, estão as pessoas que entraram em nossa vida por uma razão de convivência e continuam trilhando a mesma estrada.
Portanto, esse fascínio pelo futebol de mesa não é só nosso.
Será pela glória essa luta? Não sei. Acredito que, nessa fase da vida, a maior conquista está nas amizades conquistadas, que mantemos desde nossos primeiros chutes, pelos novos amigos que surgem, com vontades idênticas à nossa. Os amigos que nos viram dar os primeiros chutes e que continuam conosco são irmãos, pois o tempo consolidou e evoluiu de amizade para irmandade. Quantos meninos começaram a jogar comigo e hoje são avós? Já perdi a conta, mas, para eles, eu continuo sendo aquele mesmo moleque que, ganhando ou perdendo, saía feliz do encontro.
Muitos, entretanto, já nos deixaram, semeando saudade em nosso coração. Restam-nos as fotografias de tempos memoráveis, em que juntos, fascinávamo-nos, como se dirigíssemos dois grandes clubes que disputam o campeonato brasileiro, ou o inglês, ou o italiano e alemão. Em nossas mãos estavam os craques que embalavam nossos sonhos. E quando, por sorte, caía em nosso poder um troféu, a felicidade estava completa. Era mais um para colocar na estante que construíamos com pedaços de madeira em nossos quartos.
O futebol de mesa deixou o futebol de botões no passado. Tornou-se grandioso e até se profissionalizou parcialmente. Sim, visto que os grandes clubes brasileiros custeiam as despesas de seus atletas, com a obrigação de levantarem troféus e destinarem ao clube. E, nisso, paulistas e cariocas estão dando de cem a zero nos outros estados. E não há limite de idade nesses clubes, pois são organizados campeonatos nas diversas fases da vida. São diversos campeonatos disputados dentro de uma associação e que premiam todos os seus participantes. Mas, o mais divertido de todos, é o máster. São todos os disputantes portadores de cabelos brancos que jogam pelo amor ao futebol de mesa e que se divertem jogando. E, em cada encontro desses, mais amizades são formadas. Pessoas que conhecemos de nome, que surgem à nossa frente como se saíssem de um livro de história e que nos conhecem da mesma forma. E nasce mais uma amizade, uma amizade madura e cheia de boa vontade e carinho, pois não temos mais aquela ansiedade de vencer tudo e todos. Hoje, o que mais queremos é ter amigos e amigos que gostem daquilo que gostamos.
Talvez, seja isso, Ricardo Meni, a fascinação que a “gente grande” tem pelo futebol de botões.

RECEITA DE UM GRANDE CAMPEÃO

Na noite do dia 26 de junho, a SPORTV apresentou um programa que relembra a primeira grande conquista do GUSTAVO KUERTEN, o nosso Guga. O nome do programa era Guga – 15 anos de Roland Garros.

Eu sempre admirei a força e a vontade imensa desse catarinense e, na sua despedida, escrevi em e-mail, comentando:

“Obrigado, GUGA,
A sua origem brusquense, além de nos mostrar seu caráter, valorizou essa cidade de Santa Catarina, que adotamos e amamos, transformando-a em nossa segunda cidade natal. Que todos sigam o exemplo desse grande rapaz catarinense que mostrou ao mundo que a vida é simplesmente sucesso se você sabe ser humano. Guga é humano e correto. Guga é imortal. Permanecerá, para sempre, em nossas lembranças, para honra e glória de todos os que tiveram a felicidade de nascer nessa terra, e aos que a adotaram por paixão.”

Em sua entrevista, marcada por risadas descontraídas, explicou que a sua colocação no ranking não lhe permitia sonhar muito alto. Que pela posição ocupada, a 63ª, vencer alguns jogos já seria um feito inesquecível. Além disso, vinha de uma série de insucessos, pois, nas últimas cinco partidas, só conseguira vencer uma.

Só que havia um sonho. Ao entrar pela primeira vez naquele mesmo local, aos quinze anos, ele descobriu que era aquilo que queria para a sua vida. Sonhava em vencer Roland Garros e assim escrever seu nome na história, de forma inédita entre nós.

E iniciou sua jornada contra um adversário mais qualificado e venceu. Venceu ao segundo e foi assim até encontrar, na semifinal, o campeão do ano anterior. Pensou que ter chegado até aquele ponto já seria algo inesquecível. Mas, com a força de seu sonho, com o incentivo de seu treinador, conseguiu forças para vencer mais esse adversário poderoso. Restava apenas a final. E, nela, Guga fez a sua melhor apresentação dentre as tantas que já realizara em sua caminhada. Venceu por três sets a zero. Chorou com o lindo troféu de campeão que, pela primeira vez, um atleta brasileiro erguia.

Essa é a receita que quero deixar aos meus queridos companheiros do River. É sonhando que podem chegar ao topo, ao título de campeão brasileiro individual, que vocês conseguirão conquistar essa glória que ainda não possuímos.
Sinceramente, eu acredito no sucesso e que vocês têm a capacidade e jogo suficientes para conseguir fazer a mesma coisa que o Guga. Imaginem-se vencendo cada um de seus adversários, usando a sua força interior, sua vontade, sua coragem e jogando da maneira como o fazem em cada partida realizada em nossa sede.
Esqueçam as adversidades, as dificuldades que aparecerão no caminho. Elas vão existir para todos, não só para vocês. Sintam-se poderosos e ficarão surpresos com a força que sairá de dentro de cada um. Lembre-se que o maior aliado de cada um de vocês é você mesmo. Quando vocês se conscientizarem disso, não haverá força no mundo capaz de detê-los. E será nesse momento que o jogo ficará fácil, administrável e propício ao que vocês se propuseram. Sigam, sempre, com vontade imensa de vencer, de ser o campeão, de ser o melhor, de escrever o seu nome com letras garrafais nos anais da glória de nosso esporte.
Se ninguém disser a vocês que é impossível conseguir atingir e realizar seu sonho, vocês conseguirão facilmente. Pensem positivo, não pensem nas dificuldades, pois elas existirão para seus adversários na mesma proporção que aparecem para vocês. Pensem, sim, na possibilidade de tudo dar certo, daquele ser o seu dia da sorte, no qual seu primeiro passo foi com o pé direito, ao sair da cama.
Só quem procede assim consegue realizar aquilo que imaginou. Sem tentar, nada cairá no colo de vocês. Imaginem-se Gugas, jogando para vencer Roland Garros. E vocês vencerão, tenho certeza absoluta disso tudo.

COPA CLÁUDIO K7

Olá, queridos amigos botonistas. Vamos a mais uma resenha no mais charmoso blog do Futebol de Mesa.
Foi realizada no dia 15 de setembro, um lindo sábado de sol, a Copa Cláudio K7, no Deptº de Futebol de Mesa do River F. C., na Abolição. Com 16 participantes divididos em dois grupos, o torneio foi bem disputado e com um nível altíssimo entre os atletas participantes.
Com início às 10hs, a disputa foi bem interessante nos dois grupos. No Grupo A, Marcinho confirmou ser um dos favoritos e classificou em 1º. André (o Fóssil) e Bathera brigavam ponto a ponto, jogo a jogo pelo 2º lugar do grupo, conseguido pelo André, mesmo com o Bathera aplicando a maior goleada do torneio (10x2 no Cláudio Leão). No Grupo B, com uma campanha excelente, Alexandre "Chiquita" ficou em 1º com certa vantagem. Sendo que a outra vaga foi bem mais disputada, tendo 3 concorrentes diretos - Israel, Lopes e Maia. Israel ficou com a vaga, levando vantagem em apenas 1 ponto sobre os outros dois concorrentes. As Semi-Finais foram bem acirradas, confirmando o que ja acontecera na fase anterior. No cruzamento do 1º do Grupo A (Marcinho) contra o 2º do Grupo B (Israel), um jogo emocionante que terminou empatado em 3x3, onde Marcinho empatou faltando 15 segundos para terminar o jogo. Na disputa de penalidades, Marcinho venceu por 3x1.
No cruzamento do 2º do Grupo A (André Santos) contra o 1º do Grupo B (Alexandre "Chiquita"), outro jogo emocionante. Porém, André venceu por 5x4 - confirmando estatísticas e favoritismo. A Final foi um jogo eletrizante, com bastante gols, confirmando o alto nível do torneio e mostrando o porquê os dois finalistas são considerados dois dos melhores atletas do River e do Rio de Janeiro. Com um resultado fantástico (7x3) André Santos, o Fóssil, honrou o apelido e conquistou mais um troféu para a sua coleção. Completando o pódio: Marcinho em 2º, Alexandre "Chiquita" em 3º e Israel em 4º.
Aproveitando a oportunidade, gostaria de agradecer o apoio do amigo Cláudio Casseti, que nos ofereceu a premiação e foi o homenageado com seu nome no torneio.

GENTE OBSTINADA PELA VITÓRIA...

Vencer é bom demais! Massageia o ego, gera muitas satisfações interiores, além de gerar confiança e convencimento. Comparo a vitória no futebol de mesa, como receber uma dose extra de adrenalina diretamente na veia. Agora, para os obstinados em vencer a qualquer custo, seria como vencer uma final de Copa do Mundo contra a Argentina, e de virada.
A ganância por vitórias pode gerar muitos efeitos colaterais indesejados, tais como: Jogar a palheta longe; palavreado obsceno; indiferença para com o adversário; comportamento agressivo e coisas que podem ser ainda piores. Aí eu pergunto: Será que é preciso este “show” de despreparo?
Penso que o futebol de mesa deve existir para alegrar e cultivar as amizades em torno da mesma paixão. Além disso, não é possível vencer sempre. A derrota faz parte da vida de todos nós, assim como as vitórias. Na verdade, elas se alternam ao longo de nossas vidas.
Uma regra básica e que cabe em qualquer esporte (e no futebol de mesa não deve ser diferente), é o respeito. Sobretudo quando o gosto amargo da derrota subir ao nosso paladar.
Considero um botonista despreparado, quando o único intuito dele é vencer e vencer. Entendo perfeitamente que todos desejam a vitória, afinal, ninguém em sã consciência, coloca seu time de acrílico todo requintado em campo, esperando por uma “doce” derrota.
Creio que precisamos fazer todo o esforço para vencer. Porém, é preciso estar preparado para admitir a derrota, quando esta nos atingir. Além disso, quando perdemos para alguém que foi melhor, é ético e, absolutamente necessário, reconhecer a superioridade do adversário de forma honrosa.
Se vencer é bom e de fato o é, perder faz parte do jogo e podemos aprender com isto. Não estou de acordo quando após uma derrota, o derrotado ficar dizendo: “... Ah se não fosse aquela bola na trave...”. “... Minha palheta estava escorregando na mão...”. “... A mesa não estava boa...”. Bem, isto é típico de quem não aceita a derrota. E para piorar as coisas, não reconhece a superioridade do seu oponente.
Também é bom que se saiba que, quando vencemos significa que alguém está amargando a derrota. Então, para o bem do nosso esporte e também das amizades, saibamos respeitar a dor da derrota que o nosso adversário possa estar sentindo. Por isso é necessário o respeito, dentro e fora das quatro linhas.
Considero o futebol de mesa um esporte maravilhoso e uma diversão incrível! É preciso um caráter reto para poder manter este esporte vivo e saudável. E são os botonistas os principais responsáveis para que isto aconteça.
O espetáculo precisa continuar, mas, para que ele seja brilhante e atraente, os protagonistas desse espetáculo precisam estar alinhados com ética. Nas vitórias podemos sentir prazer e euforia. Nas derrotas honrosas, também é possível desfrutar de uma satisfação proveniente da boa consciência e da ética.

A ARTE DE CHUTAR AO GOL

Fazer o gol no futebol de mesa é um momento mágico. A satisfação e o estado de realização são os prêmios para quem consegue balançar a redinha. Assim como no futebol de campo, o gol no futebol de mesa é como o resultado da construção de uma obra de arte na tela do pintor. A cada lance dentro dos doze toques, vai-se construindo a oportunidade para o gol. As tabelinhas, os lançamentos, os dribles e por fim, o lance final – o arremate ao gol. Entretanto, chegar na cara do gol é uma coisa, e fazê-lo, é outra.
Quantas vezes diante de uma oportunidade clara para balançar a redinha, simplesmente erramos, e acabamos tendo que beber do cálice da frustração. O gosto é bem amargo, eu sei.
Às vezes, um pequeno detalhe pode fazer toda a diferença. Um milímetro ou para a direita ou para a esquerda, poderá ser a causa do aborrecimento ao desperdiçar uma oportunidade clara. Por outro lado, existem aqueles que fazem gols até sem querer. Miram em um canto e a bolinha caprichosamente entra no outro. Vai entender...
A tranquilidade na hora do chute também conta. Botonistas nervosos e ansiosos tendem a desconcentrar, e, consequentemente, acabam errando a maioria de seus chutes ao gol.
Mas essa matéria é dedicada à arte de fazer gols com os botões artilheiros. A perfeição neste caso vem através da insistência nos treinamentos. Quanto mais treinarmos melhor será o desempenho dentro do jogo, sobretudo na hora de chutar ao gol.
Não adianta: quem quer ser goleador no futebol de mesa precisa separar um tempo para os treinamentos.
Basicamente, o gol no futebol de mesa acontece por sobre o goleiro. Ou seja, por cobertura. São raros os gols cuja bolinha entra no cantinho. É verdade que acontece também, mas, o comum para um botonista nato é fazer gols por cobertura.
Observe essas dicas simples para os treinamentos: 1 - Cole o goleiro com fita crepe sobre a linha do gol, bem no centro entre as duas traves. 2 – Escolha as zonas de chutes que durante uma partida, você tem facilidade de chegar para chutar ao gol. 3 - Coloque a própria flanela que te acompanha entre a bolinha e o goleiro (Essa medida é para que os botões não fiquem se chocando com o goleiro ou com as traves). 4 – Defina bem qual a palheta de chute que mais te deixa confortável para chutar. Aliás, a palheta seria uma matéria à parte. Ela é fundamental no momento do chute. 5 – Chute exaustivamente até que marcar o gol se torne uma coisa normal. Você perceberá uma melhora significativa a cada treinamento. 6 – Sugiro que se treinem os chutes dia sim dia não, pelo menos. Pratique várias séries de chutes. Faça disso um hábito, caso estejas realmente envolvido com o futebol de mesa. Quem joga só para brincar não precisa desse rigor todo, obviamente.
Existem botonistas que gostam de chutar de longe. Mesmo assim é preciso os treinamentos.
Uma coisa é certa: quem não faz gols no futebol de mesa não amedronta a ninguém.
Para quem ama o velho futebol de botão, vale à pena insistir nos treinamentos para se obter um bom resultado. Dessa forma, o desempenho pessoal será elevado, e os resultados serão satisfatórios. Pode ter certeza: haverá maior satisfação em praticar o futebol de mesa, quando os gols fluírem com maior facilidade.
Bem, considero o gol uma arte dentro desse nosso esporte. Então, para ser um bom goleador, é preciso, antes de qualquer coisa, ser um artista nessa técnica do botonismo.
Obrigado por ler essa matéria.

FUTEBOL DE MESA E RELIGIÃO NÃO SE DISCUTEM: SEGUIMOS AQUILO QUE NOS CONVÉM

Por acaso já passou pela cabeça de cada um de vocês a possibilidade de a CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL DE MESA decidir, demagogicamente, que, de uma data em diante, somente uma determinada regra contemplará as disputas em nível nacional? Fatalmente será o caos, pois quem não estiver afinado com a regra escolhida, ou deixará de praticar, ou continuará a jogar a sua preferida como fazíamos na antiguidade, isoladamente.
Para atingirmos o estágio atual, necessário foi sentarmos em mesas redondas e trocarmos ideias, conhecermo-nos, aceitarmo-nos e abrir mãos de muitas conquistas individuais.
Da mesma forma que praticamos uma determinada religião, aceitando que nosso vizinho pratique outra e até parentes escolham uma terceira bem diferente. Todas elas têm um único objetivo, que é amar a Deus e ao seu semelhante, nosso irmão. Essa liberdade está na Constituição da República Federativa do Brasil, nos Direitos e Garantias Fundamentais, capítulo I, Artigo V, parágrafo VI: “É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei a proteção aos locais de culto e as suas liturgias.”
Assim, cada um de nós segue a religião que quiser.
Sendo assim, jogamos na maneira que mais nos agrada. Se optarmos pela Regra de um toque, vamos em frente e tentemos ser o melhor nela. Da mesma maneira, se essa opção for pela de três toques, ou doze toques, ou mesmo dadinho, modalidade adorada pelos cariocas. Há também as escolhas regionais. Há pessoas que jogam a nossa Regra Gaúcha, a Regra Unificada, de autoria de Enio Seibert, que utiliza os mesmos botões da gaúcha, assim como existem outros que preferem a Regra Toque-toque, ou Leva-leva, do Fred Mello. Os pernambucanos adoram a Regra Pernambucana, apelidada, por eles, de a Rainha das Regras. Mas, lá também existe quem pratique a Regra Fogo Tebei. Na Paraíba, há uma Regra Paraibana, com muitos adeptos. No Pará, joga-se a Regra Celotex, cujos participantes realizam campeonatos dentro dos grandes clubes de futebol, ou seja: Remo e Paissandu. No Rio, existe a pastilha, e o pessoal que a pratica a adora. São várias as maneiras de praticar o futebol de mesa, o nosso querido jogo de botões.
O trabalho conjunto no sentido do reconhecimento pelo CND foi feito com a participação dos líderes das três Regras mais praticadas no país. A Regra de Um Toque (Regra Brasileira), a de Três Toques e a de Doze Toques. A maioria esmagadora dos botonistas brasileiros pratica uma das três. Foi essa força que conseguiu transformar uma diversão em esporte.
Imaginemos, então, que o nosso Presidente Farah escolha uma delas e exija que o restante do país a pratique. Seria a derrocada de tudo o que foi construído desde a década de oitenta, quando a aproximação foi iniciada. A Confederação adotou a Regra do Dadinho e a oficializou. Seus adeptos estão espalhados de norte a sul do país.
Agora, teremos, no Brasil, o Campeonato Mundial de Futebol de Mesa. As Regras a serem utilizadas serão a nossa de Doze Toques e o Sectorbal (Regra Húngara, trazida por dirigentes da Federação Paulista e já incorporada no clube brasileiro que mais apoia o futebol de mesa: C. R. Vasco da Gama.
Essa é a oportunidade de todos poderem tomar conhecimento de como o nosso futebol de botões é apaixonante. Pessoas que praticam o futebol de mesa em outros países estarão aqui, em nosso solo, disputando esse Mundial.
Sinceramente, eu desejaria que fosse disputado o Mundial nas Regras Oficiais do CND e mais o Sectorball, já que esse é difundido na Europa há muito tempo. Assim poderíamos sentir a reação dos botonistas estrangeiros ao conhecer as nossas três principais regras de jogo. Quem sabe não seriam adotadas em outros países a nossa regra de um toque e a de três toques?
A grande maioria brasileira joga a Regra de Doze Toques, mas ela não é a única em nosso país. Outras existem e devem ser mostradas aos que nos visitam. Talvez estejamos muito perto da data da realização desse espetacular campeonato, mas a ideia fica lançada e que o nosso vice-presidente Robson Marfa consiga sensibilizar o nosso presidente Farah nesse sentido.
Até lá, cada um joga na regra que escolheu, pois para ele é a melhor que pode existir e ninguém o fará mudar de opinião.

O FUTEBOL DE MESA VAI ACABAR!

A constatação acima pode parecer apocalíptica ou até mesmo pessimista, mas é uma realidade. Dolorosa, por sinal, para os amantes de um jogo tão lúdico...

Nos últimos meses me peguei pensando no futuro do “esporte bretão de mesa”, como costumo chamá-lo, e não vi nada muito animador. Pelo contrário, o vi como peça de museu, o que aliás já se tornou, ou como lembrança em mentes de velhos que pouco distinguem a realidade das ilusões...
As causas? A era digital, o videogame, pensariam alguns... Crianças amadurecendo mais cedo, interessadas em temas de adulto, pensariam outros... Mas pra mim, a causa do fim do futebol de botão são os próprios botonistas!!! Isso mesmo, os praticantes, os ditos “amantes” desse esporte que deixou de ser brincadeira para virar coisa séria, federada.
A profissionalização é o problema, então??? Não, de forma alguma.
A seriedade e o respeito com que os profissionais trataram o hoje chamado “Futebol de Mesa” foi louvável e, com toda certeza, foi o que deu novo gás ao esporte e, provavelmente, vai prolongar um pouco sua “vida”.
Mas, de novo digo, que o que vai matar o futebol de botão é o próprio botonista!!!

Eu jogo botão desde 1987, quando ganhei meus primeiros botões, do meu grande herói: o meu pai. Tinha, então, 7 anos. As lembranças mais remotas que tenho desta época são de montar meu “campo”, uma mesa xalingo, e até no chão, nos tacos de madeira da casa onde morava e até na casa de minha avó.

De 2002 para cá, a brincadeira ficou um pouco mais séria, abri fronteiras em busca de um maior intercâmbio com outros botonistas. Disputei campeonatos abertos, oficiais e conheci jogadores de outras localidades, fabricantes, colecionadores, enfim, saí da “casca”...

Mas hoje, dez anos depois, estou quase fazendo o caminho oposto.

Após constatar que no “mundo do botão” a vaidade impera, que aquele time que eu tenho ninguém mais pode ter, que aquela foto 'tal' é ouro e eu não posso copiar pra você, que eu não posso te passar o telefone do cara que vende dadinho ou placa de acrílico, que o que importa é o que eu tenho e dane-se o resto, que o que vale é a política da exclusão, de desprezar tudo que é diferente do que acredito, hoje eu decidi dar um passo atrás e voltar 10 anos no tempo, pro período em que eu amava jogar botão e 'fazer' meus times... e só!!!

Durante este convívio fiz amigos, é verdade. Poucos, diga-se. Mas desta experiência o que me restou foi uma sensação de que o botonista, a fim de preservar o “eu”, vai matar o esporte, vai matar o “nós”. Terminará jogando sozinho, mas com um grande acervo de times e fotos. É Isso!!! Viva a mediocridade!!! Viva o individualismo!!!

Não pretendo ser arauto de nada!!! Só quero passar para meu filho, a mesma paixão que eu, meu irmão  e meus primos sentíamos na infância quando passávamos horas sobre uma tábua verde, a mesma paixão que sinto todo sábado quando reunimos mais de dez marmanjos, no River F. C. (na Abolição) após semana estressante de trabalho...

E se você é um daqueles que cultivam o “nós”, estamos abertos para você vir jogar amistosos e praticar o melhor esporte do mundo!!!

2ª COPA VALPARAISO

Foi realizada, neste sábado de sol, na data de 14 de abril de 2012, a 2ª Copa Valparaiso de Futebol de Mesa, Modalidade Dadinho 9x3. Torneio dividido em dois turnos disputadíssimos. Foram disputados jogos de alto nível, placares apertados e muita, mas muita bola na trave. No 1º turno, o campeão foi o "MITO" Cláudio Latino, fazendo grandes exibições e justificando seu status de mito.
No 2º turno, Marcelo Barila foi campeão, justificando seu status de lenda do FutMesa. Porém, também foi um turno disputadíssimo. Por pouco Cláudio Latino foi campeão do 2º Turno, mas Marcelo Barila não deixou barato.
Na final, com confronto entre os campeões dos 2 turnos, Cláudio Latino levou a melhor e foi Campeão da 2ª Copa Valparaíso. Destaque para os jogadores Wilgbert e Dário Lourenço Jr, que demonstram grande evolução em seus jogos e rápida adaptação à regra 9x3.
Fica o registro pela ótima organização, receptividade e alegria dos donos da casa, Dário Jr e Cris Sá. Um sábado alegre, onde a amizade e a descontração tomou conta e todos nós nos divertimos bastante.

EM DEFESA DA JUVENTUDE, EM DEFESA DO FUTMESA!

Num tempo onde os jogos eletrônicos e vídeo games arrebatam verdadeiras legiões de jovensque verdadeiramente se enclausuram em seus quartos na frente de televisões e computadores, muitos esportes vem perdendo espaço e vendo seu futuro em risco.
Para que esta ameaça não atinja nosso futmesa precisamos ser cada vez mais criativos na busca de alternativas para divulgá-lo e promovê-lo. Tarefa difícil frente a desigualdade bélica entre os eletrônicos e os nossos botões...
Enquanto os eletrônicos bombardeiam nossas crianças com seu verdadeiro, potente e versátil arsenal de sons, imagens e interatividade, nosso futmesa continua mantendo suas características ao longo dos anos. Seu vínculo primário ao futebol de campo, paixão nacional, a necessidade de estratégia e de técnica na execução das jogadas são os atributos que nos seduzem e nos fazem manter a tradição deste espote já quase centenário no Brasil.
Me parece inegável que os benefícios da prática do futmesa, em relação a dos eletrônico, são muito maiores para adultos e principalmente para crianças. Esta mistura lúdica de habilidades e emoções do futebol, da sinuca e do xadrez já seriam suficientes para justificariam meu parecer mas, seguramente, o que de mais valioso vejo no futmesa é a promoção da socialização! Enquanto os eletrônicos transformam nossos jovens em verdadeiros "servos", absorvendo seu tempo e reduzindo drasticamente suas oportunidades de relacionamento interpessoal, o futmesa aproxima as pessoas de uma forma espetacular, promovendo uma verdadeira "net" de amizades e fraternidade.

Graças aos eletrônicos, temos muitas crianças e adolescentes alienados de tudo! A começar pela própria família! Não têm mais tempo nem vontade de estar com seus pais, o diálogo torna-se quase que impraticável e acabam sendo educados por suas máquinas. Sobre as consequências desta realidade, melhor argumentação devem ter os psicólogos e psicanalistas mas, na minha visão veterinária, isto é terrível para a sociedade.
Que tipo de homens e cidadãos serão nossos jovens eletronizados?
Serão eles nossos governantes, nossos políticos, nossos juízes? Que contribuição poderão dar a sociedade? 
É claro que não podemos generalizar mas, é certo que, infelizmente, muitos jovens estão sendo aliciados eletronicamente e vivendo nestas condições de escravidão. Trocam a noite pelo dia para satisfazerem seus desejos e acabem se distanciando cada vez mais de sua família e de seus amigos. Sem pai nem mãe, sem amigos, sem namoro, sem ninguém não virtual, sem ninguém de verdade! Dificuldades na escola, depressão, drogas e a inevitável dessocialização são o salário de muitos destes jovens.
No futmesa a coisa é diferente! O isolamento mórbido da lugar à convivência fraterna, a frieza da clausura da lugar ao calor das amizades, a tristeza dá lugar a alegria e o virtual da lugar à realidade!
É evidente que o futuro de nossos jovens depende de muitos outros fatores mas, se queremos uma sociedade fraterna, devemos estimulá-los a realizarem atividades que promovam esta qualidade. O futmesa, com segurança, é uma delas e, se sozinho não é definitivo, particularmente pode contribuir para um futuro melhor para nossos jovens.
O certo é que: o futuro do futmesa depende de nossas crianças!

AMISTOSOS - QUEM DESAFIA O HIGIENÓPOLIS F. M.?

Amigos botonistas, há alguém preparado para um desafio contra o Higienópolis F. M.? Irei ao seu "Estádio" ou recebo-o no meu.
Liguem:
(21) 7382-9978 (Claro) | (21) 8068-0760 (Tim)
Mandem um e-mail: higienopolisfm@yahoo.com.br
Marcaremos amistoso(s) ou torneio(s).





No aguardo de seu contato.

Saudações!!!